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SEGURANÇA

Sinpol irá recorrer à OAB e à SJC para evitar infratores em celas

16/05/2017 15:13
Foto por Talise Freitas/Arquivo A Tribuna (Foto: Talise Freitas/Arquivo A Tribuna) Clique para Ampliar
Talise Freitas

Um menor infrator, com diversas passagens policiais, dentre elas até homicídio, apreendido no último domingo por roubo e que seguia desde então aguardando posicionamento judicial na cela da Central de Plantão Policial (CPP), em Criciúma, foi encaminhado, enfim, na tarde de ontem, ao Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório (Casep).

Como a problemática é recorrente, sendo que este não é o primeiro, nem deve ser o último caso, a cela da CPP já foi até apelidada de "Casepinho" e a Polícia Civil vem se mobilizando para impedir que a situação se repita. 

A permanência do menor no distrito policial, como em outros casos, sobrecarrega o efetivo de plantão, que, além de atendimento ao público, registro de boletins de ocorrência, formalização de flagrantes e atendimento às ocorrências encaminhadas pela Polícia Militar, haja vista ser, além da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI), a única com plantão 24 horas na cidade, tem que ainda vigiar e "cuidar" do menor apreendido.

Abuso reiterado

A apreensão de infratores acaba ocorrendo na CPP, pois a cela da DPCAMI está interditada por decisão judicial.

Segundo o diretor do Sindicato dos Policiais Civis de Santa Catarina (Sinpol-SC), o agente Arildo Mezzari, lotado na CPP, o Sinpol irá procurar a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (SJC). "Para denunciar este abuso reiterado. A cela da CPP mais uma vez está servindo como centro de atendimento socioeducativo, o que é um absurdo. Policiais civis não são agentes socioeducativos", frisou.

Parte da solução está na ampliação de vagas com o Centro de Atendimento Socioeducativo (Case Sul), com conclusão da obra prevista para no máximo agosto do ano que vem.

A nova DPCAMI, por exemplo, cuja obra deve encerrar ainda neste mês, situada na Rua Desembargador Pedro Silva, no Bairro Comerciário, terá novas celas, dentre elas para permanência de infratores, porém, ressalva Mezzari, os policiais civis lá lotados não devem se tornar também "agentes socioeducativos".

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