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SEGURANÇA

Réus envolvidos em tentativa de homicídio contra PM serão julgados em agosto

16/06/2017 15:58
Foto por Arquivo Reprodução (Foto: Arquivo Reprodução) Clique para Ampliar
Talise Freitas

Um dos casos de maior repercussão no meio policial, que reacendeu a discussão sobre segurança pública após o latrocínio da médica Mirella Maccari Peruchi, em 2015, terá desfecho, ao menos na esfera judicial em primeiro grau.

A juíza Paula Botke e Silva, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Criciúma, marcou para 16 de agosto, a partir das 9h, a sessão do Tribunal do Júri que irá julgar os adultos envolvidos no homicídio tentado tendo como vítima um policial militar.

O agora sargento da PM, cabo na época do crime, Sérgio Crispim de Souza, de 48 anos, foi alvejado a tiros, pelas costas, na manhã de 1º de fevereiro do ano passado, em frente à agência do Bradesco, no Bairro Pinheirinho, quando, de folga, mas como segurança particular, fazia a escolta de um malote com um funcionário de um supermercado. O montante de R$ 126 mil seria depositado no banco. A vítima, que chegou a ter também a arma da corporação levada, ficou cinco dias internada no hospital, dois deles na UTI.

A sentença de pronúncia, decisão que determina o julgamento pelo júri popular, foi realizada ainda no fim do ano passado pela Dra. Paula. Dois dos réus recorreram, mas tiveram o pleito negado pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) que manteve a decisão em março deste ano. Os autos retornaram à 1ª Vara Criminal e, como não houve mais recurso, a magistrada marcou então a data do júri popular.

Erickson França, de 19 anos, e Luan Rupp, de 25 anos, são réus pelo homicídio qualificado tentado; pelo fato de a vítima ser policial; receptação; por agirem em posse de um carro furtado; roubo majorado (pelo emprego de arma e concurso de duas ou mais pessoas) tendo como vítima o funcionário do estabelecimento comercial que também foi rendido e corrupção de menores, haja vista o envolvimento de um adolescente de 17 anos na época.

O menor teria sido o autor dos disparos a mando de Erickson, que conhecia o policial e já tinha sido internado no Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório (Casep) da cidade, quando o militar trabalhava na unidade.

Um réu responde
em liberdade

Já Anderson Venâncio da Rosa, de 27 anos, é réu por roubo majorado e corrupção de menores. Mesmo assim, apesar de não ser réu no crime contra a vida, ele também será julgado no Tribunal do Júri. Anderson adquiriu o direito de responder fora do cárcere em abril.

O Ministério Público (MP) ofereceu denúncia por homicídio tentado, pois entendeu que o sargento foi alvejado por ter sido reconhecido como sendo um policial militar, já que o roubo já havia sido consumado. Erickson teria dito "mata que esse é verme" ao menor, gíria usada por criminosos para se referirem a policiais. O adolescente na época foi preso semanas depois, com 18 anos, por envolvimento em assaltos a residências.

Conforme a denúncia, o funcionário foi rendido por Luan, que, mediante grave ameaça exercida com uma arma de fogo, determinou que ele retornasse em direção à Ducatto do supermercado, onde aguardava um motorista. Simultaneamente, o adolescente, também armado, rendeu o policial, ocasião em que Erickson, também armado, subtraiu o malote, além da arma de fogo do policial, uma pistola de propriedade da PM.

Após empreenderem fuga, no veículo Saveiro furtado, Luan, Erickson e o adolescente, e abandonaram o automóvel no Bairro Santa Augusta, local em que Anderson os aguardava para dar continuidade à fuga, com o veículo Corsa Sedan, de sua propriedade.

"Ocorre que durante o roubo, mesmo não estando fardado, Sérgio foi reconhecido por um dos denunciados, ao que tudo indica por Erickson. Assim é que, motivados por desígnio autônomo ao crime de roubo, explicitamente em decorrência da função de policial militar da vítima, os denunciados Luan e Erickson, além do adolescente, acharam por bem matá-lo, todos aderindo à ação homicida decidida naquele momento. Deste modo, enquanto do denunciado Erickson adveio a ordem "atira para matar", dizendo "esse é verme", referindo-se ao fato da vítima ser policial militar, e enquanto o denunciado Luan dava a devida guarida, o adolescente efetuou pelo menos cinco disparos contra a vítima, um dos quais atingindo a artéria femoral direita e ocasionando choque hemorrágico, não sendo o homicídio consumado face a pronta intervenção hospitalar, circunstância alheia à vontade homicida dos denunciados", concluiu o promotor Ricardo Figueiredo Coelho Leal, autor da denúncia.

Eles confessaram envolvimento no roubo, mas negaram ter tentado matar o policial. O trio foi preso cerca de um mês após o crime no Bairro Cidade Mineira Nova por agentes da Divisão de Investigação Criminal (DIC). Após o assalto, eles se refugiaram no Farol de Santa Marta, em Laguna.

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