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SEGURANÇA

Líder de facção gaúcha é condenado pela Justiça criciumense a 15 anos

17/06/2017 16:25
Foto por Arquivo Divulgação (Foto: Arquivo Divulgação ) Clique para Ampliar
Talise Freitas

Nessa sexta-feira saiu a sentença referente à prisão, em Criciúma, de Daniel Gomes Paim, de 34 anos, apontando como líder da facção gaúcha "Os Manos", que leva terror ao Rio Grande do Sul (RS) nas mais diversas práticas criminosas enraizadas no tráfico de drogas.

A juíza Débora Driwin Rieger Zanini, da 2ª Vara Criminal, condenou o réu a 15 anos e seis meses de reclusão em regime fechado, sem direito de recorrer da decisão em liberdade, pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.

Daniel foi preso pela Polícia Militar na noite de 1º de novembro do ano passado, no Bairro Laranjinha. Considerado de altíssima periculosidade, ele ainda estava foragido da Justiça gaúcha. Após a prisão, o réu chegou a ficar recluso por alguns dias, em cela separada dos demais detentos, no Presídio Santa Augusta, mas foi transferido para o sistema prisional gaúcho por conta da periculosidade e por supostas rixas envolvendo facções rivais.

Ele foi interceptado pela PM depois que saiu de uma lanchonete, no Bairro Metropol, em uma das vias de acesso ao Bairro Laranjinha, após um cerco montado com apoio de outras guarnições. Na casa dele foi encontrado um arsenal bélico, com um fuzil 556, uma espingarda calibre 12, oito carregadores de fuzil, 233 munições para fuzil, 212 munições para pistola e 69 munições calibre 12, quantidade significativa de drogas, como quase meio quilo de crack, 144 gramas de maconha, além de bandoleira, lunetas, colete balístico, touca balaclava (ninja), balança de precisão e um caderno com anotações referentes ao estatuto do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa de origem paulista.

Policiais experientes, com mais de uma década de atuação, não se recordaram de outra apreensão de fuzil em Criciúma, podendo esta ter sido a primeira da cidade em relação à potente arma de fogo. Também foi apreendido um aparelho celular, no qual, após verificação minuciosa realizada pela Polícia Civil, foram constatadas diversas mídias (fotos e vídeos), além de conversas, referentes às práticas criminosas.

A prisão ocorreu após informações  levantadas pela polícia gaúcha do provável paradeiro do acusado. Daniel era foragido do sistema prisional desde dezembro de 2015, quando rompeu a tornozeleira eletrônica colocada no mesmo dia, regredindo, então, do regime semiaberto para o fechado, pela infração.

De alta
periculosidade

Ele é apontado como autor de uma série de homicídios e tentativas de assassinato em Caxias do Sul (RS), como também envolvido no tráfico de drogas no estado gaúcho. Ele teria, conforme a polícia de Caxias de Sul, dado uma ordem para matar policiais no RS após um confronto que resultou na morte de quatro comparsas dele, após a execução de um casal no fim do ano passado.

Em depoimento na fase judicial, Daniel confessou ser proprietário do material apreendido e traficante de drogas. Disse que estava foragido havia cerca de nove meses; que nesse período ficou em Criciúma com sua família; que inicialmente alugara uma casa em Arroio do Silva e depois foi a Criciúma; que rumou para lá logo depois de se evadir da localidade de Caxias do Sul; que informaram que ele estava nesta região na tentativa de ocupar espaço para a facção gaúcha, ou, de alguma forma, articular o PCC na região mediante intimidação de outros criminosos nativos desta região e que, para isso, possuía farta munição.

"Presente, também, a majorante consistente na manutenção de conexão com outra facção criminosa independente. No caso, esta outra organização trata-se nada mais, nada menos, do que o PCC, o Primeiro Comando da Capital, altamente organizada e hierarquizada (conforme Estatuto e Cartilha). Sabido que ela tem base o Estado de São Paulo, mas que se espalha por mais 21 unidades federativas brasileiras, disputando com o CV (Comando Vermelho) a liderança das organizações criminosas integradas por presidiários. Para tanto, conta ramificações extramuros dos ergástulos, executo-res das mais diversas ordens criminosas, representando periculosidade do mais alto grau que se pode vislumbrar no cenário nacional", constou a magistrada na sentença.

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