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SEGURANÇA

Intendente afastado é indiciado por porte e disparo de arma de fogo

11/08/2017 06:30
Francine Ferreira

O intendente afastado da subprefeitura do Rio Maina, Lauro Pirolla, de 74 anos, foi indiciado pelos crimes de porte e disparo de arma de fogo, por conta da denúncia de que teria atirado contra cachorros no pátio da intendência no dia 22 de julho de 2017. O inquérito, com as investigações concluídas, foi finalizado ontem pelo delegado Ari José Soto Riva, da 2ª Delegacia de Polícia Civil da Comarca de Criciúma, e será encaminhado hoje ao Ministério Público.

De acordo com Riva, a investigação apurou, através de depoimentos de testemunhas e outras provas, incluindo a apreensão de um revólver, que o então intendente da subprefeitura efetuou dois disparos de arma de fogo contra cães, animais esses que não queria que permanecessem no pátio porque, segundo ele, estariam causando transtornos aos trabalhos. “As ações causaram pânico entre os servidores da subprefeitura, que ficaram com medo de que algo mais grave pudesse ocorrer, já que aquele local é frequentado por várias pessoas, incluindo funcionários e demais usuários do serviço público”, argumenta.

A autoridade policial ainda reforça que se trata de um bairro bastante habitado, e que os tiros poderiam ter atingido pessoas. “Por isso, o investigado foi indiciado pelos crimes de porte e disparo de arma de fogo, que preveem penas de dois a quatro anos de reclusão para cada crime”, completa.

Em relação a uma denúncia de maus tratos a animais, o delegado explica que não foi possível comprovar a ação. “Teríamos que ter localizado o animal que foi maltratado, mas ele não foi encontrado”, finaliza. O inquérito policial segue, agora, para análise da Justiça.

Permanece afastado

Na época do ocorrido, o próprio Pirolla pediu desligamento das funções que exercia. Conforme o secretário-geral do município de Criciúma, Arleu da Silveira, ele permanecerá afastado do cargo até o fim do julgamento. “Importante ressaltar que ninguém pode ser declarado culpado antes de ser julgado, então vamos aguardar o fim desse caso. Até lá, ele não volta para a subprefeitura do Rio Maina”, finaliza.

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