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SEGURANÇA

Indeferido Habeas Corpus para presidente da Multiplicando Talentos

13/09/2017 00:53
Foto por Jotha Del Fabro / Arquivo (Foto: Jotha Del Fabro / Arquivo) Clique para Ampliar
Francine Ferreira

Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC), ontem, os desembargadores Rui Fortes, Ernani Guetten de Almeida e Leopoldo Augusto Brüggemann denegaram o pedido de Habeas Corpus protocolado pela defesa do presidente da Multiplicando Talentos, Eduardo Milioli da Silva.

Ele está preso preventivamente desde  o dia 27 de julho de 2017, quando foi deflagrada a Operação Talentos, e foi denunciado pelo Ministério Público por peculato, organização criminosa e falsidade ideológica, após operação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) que investigou desvios de recursos públicos na administração dos Centros de Atendimento Socioeducativo Provisório (Casep) de Tubarão e Criciúma e nas Casas de Semiliberdade de Criciúma e Araranguá, geridas pela Multiplicando Talentos.

O julgamento foi presidido pelo desembargador Rui Fortes, que anteriormente já havia solicitado informações à juíza da 2ª Vara Criminal de Criciúma, Débora Driwin Rieger Zanini, onde tramita o processo. Em sua manifestação ao TJ-SC, a magistrada tinha declarado que já havia indeferido o pedido de revogação da prisão preventiva do réu, no último dia 18 de agosto, porque as investigações do Gaeco “ocorreram por lapso temporal considerável, com o deferimento, pelo juízo, de interceptações telefônicas, quebra de sigilo bancário e fiscal e medidas de busca e apreensão, estando a denúncia instruída com farta documentação”.

 

Defesa vai ao STJ

Por outro lado, conforme o advogado de defesa do presidente da Multiplicando Talentos, Ivo Carminatti, outro pedido de Habeas Corpus será feito ainda nesta semana e encaminhado ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ). “Faremos recurso ao STJ, solicitando que o liberem para responder ao processo em liberdade”, afirma.

 

A “Operação Talentos” do Gaeco

Depois do depoimento de um ex-funcionário da Multiplicando Talentos, em 2015, a 11ª Promotoria de Justiça de Criciúma iniciou as investigações em torno da organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP). Na sequência, a quebra de sigilo bancário dos principais investigados foi autorizada pelo Juízo da 2ª Vara Criminal de Criciúma. Os números indicaram movimentações suspeitas nas contas da Multiplicando Talentos, de seu presidente, Eduardo Milioli, e das empresas privadas por ele criadas.

Pelo que apontaram as investigações até a operação ser deflagrada, no dia 27 de julho de 2017, pagamentos efetuados pela organização a fornecedores de bens e serviços aos Caseps e Casas de Semiliberdade voltavam para as contas pessoais do presidente. Há indicativos, também, que recursos públicos foram empregados na construção de uma casa para Milioli em terreno  particular em Araranguá. E, além disso, haveriam outras irregularidades, como a contratação de servidores para a Multiplicando Talentos e para as empresas pessoais do presidente da OSCIP pagos com dinheiro público. A estimativa de prejuízos aos cofres públicos supera o valor de R$ 1,5 milhão.

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