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SEGURANÇA

Efetivo da Polícia Militar de Criciúma é menor do que há seis anos

15/05/2017 16:45
Foto por Daniel Búrigo (Foto: Daniel Búrigo ) Clique para Ampliar
Talise Freitas

Atualmente Criciúma possui um efetivo de policiais militares menor do que há seis anos. Em 2011, por exemplo, a cidade contava com 277 militares. Hoje são 251, conforme informado pelo comandante do 9º Batalhão de PM, tenente-coronel Evandro de Andrade Fraga, em reunião com o Executivo na semana passada.

Há três anos, em 2014, 260 completavam o efetivo. O número ideal para Criciúma seria 320 militares.

A pesquisa referente ao número do efetivo da corporação foi com base nas próprias reportagens realizadas pelo Jornal A Tribuna. Uma delas, em dezembro de 2014, noticiava uma reunião aberta, com profissionais da área, na sede da Associação Empresarial de Criciúma (ACIC), para debater a segurança pública, e a falta de efetivo foi o principal tema discutido.

Na reunião, o então comandante-geral da PM, coronel Valdemir Cabral, revelou naquela época que a reposição do efetivo seria só em quatro anos, em 2018.

Concurso
público

Apesar de um efetivo menor, os números, ao menos dos homicídios, vêm apresentando queda. No ano passado foram 17 assassinatos entre janeiro e maio. Já neste ano, dez homicídios ocorreram no mesmo período.

"A utilização de tecnologias e estratégias é fundamental para a prevenção e a diminuição do número de homicídios. Porém isso não depende somente da PM, é preciso o apoio da população e principalmente da Prefeitura dando assistência social às áreas mais fragilizadas", reforçou Fraga na reunião, lembrando que o problema da criminalidade não é somente da polícia.

A realização de concursos públicos para renovar o efetivo, o que deve ser uma constante por parte do Governo do Estado, haja vista o número de aposentadorias na corporação, é apontada como fator determinante.

Atualmente, em nível estadual, 950 alunos soldados realizam o Curso de Formação em diversos quartéis. Eles se formam em dezembro, já incrementando o efetivo, incluindo na Operação Veraneio, e ao menos 60 deles devem ser distribuídos na região.

Ganho real de só 350

A Associação de Praças de Santa Catarina (Aprasc) ressalta que o efetivo não é suficiente para repor aposentados dos últimos anos e que, apesar de esta ser considerada a maior convocação da história de Santa Catarina, quando se formarem, no fim do ano, estes 950 novos soldados vão apenas cobrir parte das baixas de aposentados.

De acordo com a Aprasc, cerca de 600 policiais entram para a reserva por ano. Por isso, o acréscimo de efetivo, na prática, será de apenas 350 soldados. Em 2016, por exemplo, a baixa total foi de 881 policiais.

A Aprasc ainda informa que a defasagem no efetivo vem ocorrendo há pelo menos duas décadas e é uma reivindicação da Associação desde a sua fundação, em 2001.

O efetivo atual da PM em Santa Catarina, de 10.386 (dado do Portal de Transparência da Secretaria de Estado da Fazenda referente a janeiro de 2017), é menor do que na década de 80, quando havia 13 mil policiais para um total de 3 milhões de habitantes, menos de metade da população de hoje, que é de 7 milhões.

A Aprasc cita que reconhece a iniciativa do Governo do Estado, mas ressalva que esta deve ser uma política permanente de contratação.

Entre 2014 e 2017, o número total de efetivo caiu 10,05%, enquanto a população catarinense aumentou 4,48%.

Segundo dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), 50% do efetivo da PM foi convocado no atual Governo.

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