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SEGURANÇA

Denúncia de agressão será apurada em inquérito da Polícia Militar

13/06/2018 08:25
Francine Ferreira

O 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Criciúma instaurou um inquérito policial militar para investigar uma denúncia feita no último fim de semana pelo jovem professor Erick Jhonatan dos Passos Fidelis, de 21 anos. Ele registrou um Boletim de Ocorrência (BO) afirmando ter sido agredido por dois policiais militares na saída de uma festa no município.

Conforme o jovem, que leciona matemática em escolas da rede municipal e estadual de ensino, em Criciúma e no Balneário Rincão, a situação aconteceu na saída da festa, depois que a Polícia Militar havia sido acionada para conter uma briga generalizada na parte externa do local. “Estava indo para a frente da casa de shows, depois que a briga já havia passado, e os policiais entraram no estacionamento, mandando o pessoal embora porque o horário da festa já teria acabado. Mesmo sem ter encontrado os amigos e familiares que haviam ido comigo, acatei a ordem e fui caminhando em direção à saída”, conta.

Na sequência, segundo o jovem, ele tentou olhar para trás, buscando suas companhias, quando percebeu um cassetete vindo em sua direção. “Fui acertado no rosto, próximo aos olhos, e lembro de ter visto de relance dois policiais. Mesmo sendo agredido, continuei caminhando para a saída. Não estava fazendo mal para ninguém e só obedeci ao que me foi ordenado. Também percebi que eu era o único negro do grupo de pessoas que estavam ao meu redor, saindo do local”, desabafa.

Assim que conseguiu sair, Erick procurou os pais, se dirigiu à Central de Flagrantes de Criciúma para registrar o Boletim de Ocorrência e realizou o exame de corpo delito. “Depois disso, algumas pessoas que presenciaram os fatos e viram o depoimento que publiquei nas redes sociais vieram conversar comigo, se colocando à disposição para testemunhar se for preciso. Também estive no 9º Batalhão de Polícia Militar e fui muito bem recebido pelo comandante, coronel Evandro Fraga, e por todos os que estavam lá. Eles me deram um prazo de 60 dias para dar um retorno a respeito da investigação”, completa.

Inquérito instaurado

De acordo com o comandante do 9º BPM, coronel Evandro de Andrade Fraga, um inquérito policial militar já foi instaurado para investigar o fato e a autoria da agressão denunciada.

“Nesses casos, quem apura é a própria Polícia Militar. O que se sabe é que houve uma briga generalizada no local e, por isso, houve necessidade de intervenção policial. Infelizmente, essa agressão acabou acontecendo. Ainda não sabemos quais foram os policiais e vamos aguardar a conclusão do inquérito para descobrir realmente em que circunstâncias aconteceram os fatos, e se foram realizados por alguma motivação específica”, finaliza.

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