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SEGURANÇA

Afirmação de vereador causa polêmica entre órgãos de segurança

13/04/2018 07:55
Francine Ferreira

Durante uma sessão na Câmara de Vereadores de Araranguá, em que os parlamentares debatiam a respeito de uma moção de apoio a alguns delegados do município que estão para ser transferidos, o vereador Pedro Paulo de Souza reclamou da atuação das Polícias Militar e Civil. O assunto repercutiu na região e, ontem, as forças de segurança rebateram a afirmação do político, afirmando que foi um posicionamento infeliz e isolado.

Em plenário, o vereador questionou o trabalho que vem sendo desempenhado pelas polícias, alegando que a criminalidade aumentou em Araranguá depois da saída do delegado Jorge Giraldi. “O que tem feito a Polícia Militar? Estão roubando a sociedade. A Civil tem investigado o que? Depois dizem que não aumentou a insegurança, mas nós somos em quinze vereadores e três já foram assaltados. É função do padre ir prender os caras? Não, é função da polícia, eles ganham pra isso e ganham muito bem”, alegou o parlamentar no momento da sessão.

E ontem, mesmo depois de toda a repercussão, Souza manteve seu posicionamento. “Sempre que se fala contra o poder acontece isso, mas é fato que há uma criminalidade muito grande em Araranguá. Tenho duas filhas que trabalham durante o dia e estudam à noite, claro que fico preocupado. A Polícia Militar tem feito blitze para multar as pessoas, quando deveriam estar focando no combate ao crime”, completou.

Polícias rebatem posicionamento

Diante dos acontecimentos, o comandante do 19° Batalhão de Polícia Militar de Araranguá, tenente-coronel Maike Adriano Valgas, destacou que as colocações do vereador foram infelizes e que não refletem o sentimento de toda a Câmara. “Estive em contato com o presidente do Legislativo e mais dois parlamentares, e todos foram uníssonos em informar que foi um posicionamento isolado. Outras autoridades e pessoas da sociedade civil organizada narraram que estão satisfeitas com o serviço das polícias, por isso, obviamente que não podemos tomar por verdade aquilo que está baseado em uma tábua rasa, de alguém que não tem conhecimento nem a respeito das reais funções dos órgãos de segurança”, argumentou.

O comandante ainda reforçou que a Polícia Militar tem desenvolvido uma série de ações de policiamento ostensivo e operações. “No trânsito, não temos um cunho arrecadatório como se quis insinuar, e sim buscamos apreender drogas e armas e prender pessoas procuradas pela justiça. O que não se pode fazer é inverter a ordem das coisas e dar a entender que a culpa pertence à quem fiscaliza e não à quem comete as infrações”, acrescentou.

Além disso, o delegado regional de Araranguá, Diego De Haro, ainda complementou alertando que a segurança pública precisa ser feita por todos, ao invés de se apontar apenas um órgão ou outro como responsável pelos problemas de violência. “Mesmo com uma quantidade de pessoal abaixo do ideal, a Polícia Civil tem produzido e encaminhado muitos procedimentos, desarticulado quadrilhas e se dedicado bastante, então fica claro que não precisaríamos nem estar nos justificando em um caso como esse. Temos que ter parceria com a sociedade, porque só assim vamos conseguir contribuir para um município melhor”, finaliza.

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