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POLÍTICA

Servidores públicos debatem em assembleia propostas do governo

11/05/2017 06:47
Foto por Arquivo/ A Tribuna (Foto: Arquivo/ A Tribuna) Clique para Ampliar
Gabriel Bosa

Servidores públicos de Criciúma decidirão em assembleia se acatam as propostas de reajuste salarial e de benefícios encaminhadas pela Administração Municipal. A categoria se reunirá a partir das 18h de hoje, na sede do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Criciúma e Região (Siserp). Representantes dos trabalhadores e do Governo se reuniram na manhã de ontem para uma última rodada de negociações acerca dos 61 itens em pauta, porém não houve evolução.

A Administração Municipal ofertou aumento salarial compatível com a variação da inflação, de 4,57%. Segundo a presidente do Siserp, Jucélia Vargas, o acréscimo é pouco frente ao aumento da arrecadação do Poder Público com os impostos municipais.

"Nós queríamos aumento de 8,3%, cobrindo a inflação e mais um ganho real. A Prefeitura teve aumento de 7,6% nos impostos, a arrecadação está maior que no último ano", pontua, ressaltando que a Prefeitura investe 42% da receita na folha de pagamento, enquanto a Lei de Responsabilidade Fiscal preconiza um máximo de 54%.

Os trabalhadores também contestam a redução de benefícios oferecidos. Segundo Jucélia, a Prefeitura quer realizar cortes no Bolsa Graduação, dos atuais 80% para graduação e 50% para pós, para 50% e 25%, respectivamente, além de também propor diminuições no vale-alimentação dos servidores da antiga Autarquia de Segurança, Trânsito e Transporte de Criciúma (ASTC).

Segundo o secretário da Fazenda, Robson Gotuzzo, o reajuste salarial no limite da inflação e a redução de alguns benefícios são justificados pela atual conjuntura econômica.

"Nós fizemos ajustes em todas aas bolsas. No caso da Bolsa Graduação, o estatuto prevê o pagamento de 50% para graduação e 25% para pós, antes estava sendo pago acima", defende. "O segundo abono de férias é outra situação. Nenhum município da região tem isso, apenas Criciúma, e, devido a questões econômicas, também será cortado", complementa Gotuzzo.

 

Categoria não descarta greve

Para a sindicalista, as propostas da Administração Municipal "estão mais para briga do que para conciliação". Os resultados da última reunião entre as duas partes serão apresentados aos demais servidores nesta noite, quando serão votados quais caminhos serão tomados pela categoria.

"Queremos que a população entenda que estamos dando todas as possibilidades de negociação e argumentação. Provavelmente não iremos entrar em greve imediatamente, por isso vamos colocar as possiblidades em assembleia e os trabalhadores escolherão", explica.

Segundo o secretário, caso haja necessidade, o Governo voltará a chamar a categoria para uma nova rodada de conversas. "Estamos em uma negociação, então cada parte deve ceder um pouco. Caso seja necessário, alguns itens podem ser revistos", afirma.

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