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POLÍTICA

Ex-ministro marca posição na região contra reformas do Governo Temer

14/06/2017 06:41
Foto por Gabriel Bosa (Foto: Gabriel Bosa) Clique para Ampliar
Renan Medeiros

Pela experiência dos períodos em que esteve à frente do Ministério da Previdência Social (2003 a 2004) e do Ministério do Trabalho e Emprego (2004 a 2005), o ex-ministro petista Ricardo Berzoini avalia que as reformas previdenciária e trabalhista propostas pela gestão de Michel Temer (PMDB) terão mais impactos negativos do que positivos sobre a economia e a vida dos trabalhadores. Foi essa a defesa feita ontem na 2ª Plenária da Classe Trabalhadora por Berzoini, que também foi ministro das Comunicações, ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais e da Secretaria de Governo, sob a presidência de Dilma Rousseff (PT).

"É inegável que a Previdência sofre impacto com as mudanças demográficas", reconheceu o ex-ministro, referindo-se ao envelhecimento da população. "Mas as mudanças têm que começar pelas receitas. Colocar obstáculos à aposentadoria significa que muitos trabalhadores não vão se aposentar nunca, e mais pessoas estarão à procura de emprego, baixando a massa salarial e, consequentemente, as receitas da Previdência", projetou Berzoini.

Para ele, a solução passa por acabar com a isenção de impostos sobre os dividendos (parcela dos lucros das empresas distribuídas aos acionistas) e extinguir os juros sobre capital próprio (modalidade de distribuição de lucros em que o acionista paga imposto de renda, diminuindo o lucro tributável e os impostos pagos pela empresa). "Também temos que alinhar a legislação brasileira com a americana e europeia no que diz respeito a tributar as grandes heranças, evitando o enriquecimento sem mérito. Fala-se tanto em meritocracia, mas não se mexe nisso", observou o ex-ministro.

Berzoini também criticou a reforma trabalhista, afirmando que ela precariza o mercado de trabalho. "Quando foi ministro do Trabalho, muitos empresários diziam que a CLT dificulta a criação de empregos. Então eu perguntava quais são os grandes privilégios injustos que a lei dá aos trabalhadores. E eles nunca conseguiram verbalizar nenhum", relatou. Na avaliação dele, não há nenhuma relação entre a reforma trabalhista e a geração de empregos. "A pior coisa que pode haver para um país é um mercado de trabalho precarizado", disse.

O movimento sindical da região reuniu trabalhadores ontem à noite, na sede do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Siserpi), para reforçar o convite à adesão à greve geral programada para o dia 30 de junho. Segundo o líder sindical Edegar Generoso, foi a primeira vez que todas as centrais sindicais organizaram juntas um evento, chegando a um acordo quanto a todos os detalhes.

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