Ir para o Conteúdo da página Ir para o Menu da página

POLÍTICA

Coopera e Celesc serão chamadas pela Aneel para acordo

11/07/2018 09:50
Foto por Franciele Fernandes (Foto: Franciele Fernandes) Clique para Ampliar
Francieli Oliveira

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) irá chamar a Coopera e a Celesc para que seja encontrado um acordo que não prejudique os consumidores. A informação foi repassada, na noite de ontem, em audiência com representantes de Criciúma com o superintendente de Concessões, Permissões e Autorizações de Transmissão e Distribuição, Ivo Sechi Nazareno.

“A Aneel não impõe soluções, nossa missão será ajudar a gerenciar a crise, pois existe um acordo antigo. Iremos solicitar que as partes entrem em um acordo para que os consumidores não sejam prejudicados. Vamos conduzir com clareza, se não obtivermos resultados, depois de esgotarmos todas as possibilidades, a próxima alternativa será os consumidores solicitarem à Aneel que não querem consumir a energia da Calesc e sim da Coopera e o pedido será encaminhado para análise da diretoria colegiada da Aneel”, enfatizou Nazareno.

Mais de dois mil consumidores da região agrícola de Criciúma e do Bairro São Sebastião já manifestaram que não querem migrar da Coopera para a Celesc. A principal alegação é que haverá um aumento de aproximadamente 45% na fatura de energia residencial e quase 100% na empresarial. A área sempre foi atendida pela cooperativa de Forquilhinha, porém, pertence à Celesc, que agora quer assumir os serviços.

“O consumidor não pode ser prejudicado por um acordo antigo entre as partes. Devemos seguir o direito do consumidor e ele pode escolher qual energia quer consumir e óbvio, será a mais barata. Ninguém quer aumentar em quase 50% seu custo na energia”, ressaltou Ronaldo Benedet. Os consumidores receberam uma notificação da Celesc que a partir de 15 de outubro deste ano aconteceria a migração.

Ainda hoje, os vereadores Ademir Honorato (MDB) e Tita Beloli (MDB), que representam a Câmara na viagem a Brasília, irão protocolar na Aneel uma petição para prorrogar esse prazo até que as partes entrem em um acordo.

“Hoje vimos um grande avanço nas negociações. Acreditamos que a Aneel irá conseguir esse acordo e que não sejamos prejudicados. Hoje não estou preparado financeiramente para absorver mais esse elevado custo de mais de 100% no aumento da energia consumida por minha empresa”, desabafou o empresário Valdelir Biff.

Últimas Notícias

Mais Notícias