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GERAL

Região corre o risco de perder mais uma maternidade

13/07/2017 06:34
Foto por Renan Medeiros/Arquivo (Foto: Renan Medeiros/Arquivo) Clique para Ampliar
Francieli Oliveira

A crise na saúde, principalmente em hospitais, parece não ter fim. Desta vez foram os médicos da obstetrícia e pediatria do Hospital São Donato que anunciaram a paralisação dos serviços em 11 de agosto. Com isso, a Região Carbonífera dependerá do Hospital São José para os nascimentos via Sistema Único de Saúde (SUS).

O principal problema está no atraso dos pagamentos por parte do Estado, que já acumula dívida de R$ 1,2 milhão. "Não recebemos com surpresa a decisão dos médicos, afinal, quem é que trabalha de graça?", pondera o diretor-administrativo da entidade, Júlio César De Luca. "Recebemos a comunicação do corpo clínico e agora estamos realizando os tramites burocráticos e repassando a informação aos órgãos competentes",    completa De Luca.

A decisão dos médicos foi motivada pelo não repasse por parte do hospital nos últimos 12 meses de honorários médicos da produção; atrasos frequentes dos pagamentos das horas/plantão/sobreaviso, sendo que o mês de maio ainda não foi repassado; o não cumprimento do aumento da hora/sobreaviso de berçário conforme acordado há três anos; e o aumento em 50% dos atendimentos devido ao fechamento de serviços de obstetrícia na região sem que medidas como aumento de pessoal e melhorias na infraestrutura fossem tomadas. Para que a paralisação seja evitada, os médicos exigem o cumprimento desses pontos nos próximos 30 dias.

 

Estado estuda

cronograma

O comunicado do corpo clínico chegou até a Gerência Regional de Saúde e foi encaminhado à secretaria de Estado. De acordo com o gerente regional Fernando De Fáveri, há uma preocupação principalmente pelo fato de que muitos municípios da região dependem dos serviços de maternidade do São Donato. "Estou em contato com o Estado e esperando um aval do financeiro para que possamos apresentar um cronograma de pagamento para a administração do hospital", explica De Fáveri. "Nossos esforços se concentram para que a paralisação seja evitada", garante o gerente regional.

Ainda de acordo com De Fáveri, há uma questão burocrática que precisa ser vencida. Ele explica que o convênio de incentivo com a maternidade do São Donato venceu e um novo ainda não foi publicado no Diário Oficial. Esse processo é necessário para que os pagamentos possam ser realizados.

 

Problema se

repete

Essa não é a primeira vez que a maternidade do hospital de Içara fica sob o risco de fechamento. Em junho do ano passado, a comunidade chegou a organizar um abraço         simbólico em forma de protesto. Um acordo evitou a paralisação, porém o problema voltou à tona com os atrasos nos pagamentos.

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