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GERAL

Queda de braço entre Casan e comunidade

12/08/2017 06:40
Foto por Daniel Búrigo (Foto: Daniel Búrigo) Clique para Ampliar
Franciele Oliveira

O clima não foi nada amigável na audiência pública para apresentação do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Vila Selinger. A comunidade está totalmente contra a implantação e manifestou toda a preocupação, principalmente com riscos de odor e ambientais, no encontro de sexta, no Salão Paroquial da Linha Batista.

Na apresentação, a Casan procurou deixar claro que o local não iria impactar negativamente nas comunidades e que todos os cuidados serão tomados para que o problema com o odor, como ocorreu na ETE da Santa Luzia, não irá se repetir, assim como fez questão de frisar que o problema citado já foi solucionado com o investimento de praticamente R$ 4 milhões. Porém não foi suficiente para convencer os presentes.

Assim que abriu espaço para perguntas, o advogado Mauri Meira, morador do Bairro Presidente Vargas, trouxe à tona uma Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público e que foi acatada pela Justiça de Criciúma condenando a Casan, mas está em fase recursal no Tribunal de Justiça. Meira ainda leu um requerimento solicitando mais detalhes e que foi recebido apenas pela Prefeitura.

A resposta foi dada pelo superintendente Sul/Serra da Casan, Vilmar Bonetti, que avaliou a posição do advogado como oportunista. "A ETE precisa ser construída em algum local e a escolha desse local não é feita sem estudo", retrucou.

 

Poucas medidas compensatórias

O morador da Linha Batista Marcelo Carvalho levantou outras lutas da comunidade. "Essa região vem sofrendo uma invasão negativa do Poder Público há anos. Em 1990 tentaram colocar aqui o lixo. Em 2004, o lixo industrial e agora é a ETE. Mas benefícios, como o asfalto, não se pensa de forma alguma. O que vão fazer para compensar a desvalorização dos nossos imóveis", questionou.

A resposta gerou ainda mais indignação na comunidade. Já que o acordo é o asfaltamento apenas da Rua São Cristóvão, que vai receber a ETE, e a ligação de esgotos das casas dessa mesma rua. Já a desvalorização dos imóveis será de 10% a 15% segundo o EIV.

Os questionamentos sobre a questão ambiental e riscos de alagamentos apenas ganharam a garantia da Casan, já que esses casos não são incluídos no EIV, mas no Estudo Ambiental Simplificado, que não estava em discussão na noite de ontem.

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