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GERAL

Protestos ganham cidades na região

26/05/2018 06:21
Foto por Lucas Renan Domingos (Foto: Lucas Renan Domingos) Clique para Ampliar
Lucas Renan Domingos / Francine Ferreira

Mesmo depois do anúncio do Governo Federal de acordo com representantes dos caminhoneiros, os manifestantes mantiveram a greve. Ontem o destaque ficou para os protestos que acabaram se propagando com maior intensidade para a região central dos municípios.

Em Criciúma, manifestações aconteceram ao longo de toda a tarde. Por volta das 14h, um grupo liderado por motoboys se organizou mais uma vez no cruzamento da Avenida Centenário com a Rua Marechal Deodoro, próximo ao Terminal Central. Os manifestantes pediam pela intervenção militar. Inicialmente eles bloquearam os dois sentidos da avenida. Em seguida, a pista do sentido Centro/Pinheirinho foi liberada. Já na Rua Marechal Deodoro, o trânsito ficou lento.

Depois o grupo saiu em carreata pelas principais ruas do município, efetuando novos bloqueios. Em determinado momento, eles se pararam em frente ao quartel do 28º GAC para pedir apoio dos Exército Brasileiro. Às 17h, o grupo voltou a fechar o trânsito no mesmo ponto na Avenida Centenário.

Um pouco mais tarde, em frente à rodoviária de Criciúma, grupos de estudantes, organizados pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Unesc e da Esucri, iniciaram uma mobilização. Aproximadamente 30 pessoas participaram do ato, que não interferiu no fluxo do trânsito. Próximo das 18h, os estudantes se juntaram aos manifestantes do Terminal Central.

“Foi uma mobilização para dar respaldo aos protestos por parte dos estudantes. Nossa mobilização foi pacífica e optamos por não parar o trânsito para não prejudicar os demais cidadãos, até por conta de ser horário de saída do trabalho. Mas frisamos que nossa reivindicação se mantém na baixa da redução dos preços dos combustíveis. E pedimos uma solução com a manutenção da democracia”, argumentou o presidente do DCE da Unesc, Alexandre Bristot.

Por fim, a Avenida Universitária, no Bairro Santa Luzia, foi fechada por mais protestos. “Em todos os casos, as mobilizações começaram com bloqueio do trânsito e, aos poucos, com auxílio da Polícia Militar, fazendo negociações, o pessoal começou a liberar a pista. Nenhum problema mais grave foi registrado”, comentou o gerente de Operações de Trânsito e Transporte de Criciúma, Paulo Borges.

 

Comércio fechado para apoiar as manifestações em Içara

Os lojistas aderiram ao movimento das paralisações. Em Içara, comerciantes fecharam as portas das 15h às 16h como sinal de apoio aos caminhoneiros. Munidos da bandeira nacional, com as caras pintadas e cartazes, a concentração, convocada pelo Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) do município, aconteceu em frente à Praça da Matriz São Donato. Após, eles percorreram ruas do Centro da cidade chegando à Praça do Imigrante, na Avenida Procópio Lima. Aproximadamente 100 tratores participaram do movimento.

“Esta é uma manifestação de apoio aos caminhoneiros que seguem firmes na luta pela redução do preço dos combustíveis e também dos nossos agricultores. O resultado mostra que a população está ao lado deles. A redução dos impostos no  diesel deve ser apenas o começo. Precisamos estender à gasolina, álcool, gás e avançar para outros setores. A carga tributária já está muito elevada. E, a cada reajuste nas refinarias, todos são impactados em sequência”, disse o presidente da CDL, Alexandre Fernandes.

 

Atendimentos limitados no Hospital São Donato

Depois do anúncio do Hospital São José, na última quinta-feira, nessa sexta foi a vez de o Hospital São Donato, de Içara, anunciar que passa a atender apenas casos de urgência e emergência, por conta da falta de combustíveis e restrição de insumos.

De acordo com a unidade hospitalar, a medida visa a continuidade do estoque para situações graves, pacientes em internação e gestantes. A prioridade acontecerá por meio da classificação de risco já realizada na instituição.

As cirurgias eletivas marcadas para segunda-feira estão confirmadas. “Mas, caso haja dificuldade de recomposição das matérias, novas medidas poderão ser adotadas a partir da próxima semana. Precisamos da compreensão da comunidade”, argumenta o diretor-administrativo, Júlio César De Luca.

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