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GERAL

Polícia Civil investiga possível desvio de dinheiro público

27/09/2013 18:44
Foto por Arquivo (Foto: Arquivo) Clique para Ampliar
Renan Medeiros - politica@atribunanet.com

A Polícia Civil instaurou nesta sexta-feira um inquérito policial para verificar informações recebidas de um possível desvio de dinheiro (peculato) na cobrança de estacionamento ocorrida na Festa das Etnias, evento realizado em setembro no Centro de Eventos José Ijair Conti, e na AgroPonte, ocorrida em agosto no mesmo local.

A Autarquia de Segurança, Trânsito e Transportes de Criciúma (ASTC) foi a responsável pela cobrança de R$ 5 para cada carro. O prazo de conclusão do inquérito é de 30 dias. A investigação busca apurar se o valor arrecadado foi integralmente passado aos cofres públicos.

Delegado foi à ASTC

Ontem à tarde, o delegado responsável pelas investigações, Leandro Loreto, da 1ª Delegacia de Polícia de Criciúma, compareceu pessoalmente à sede da ASTC para pedir informações referentes à arrecadação com a cobrança. “Não tinha nenhum mandado de busca. Fui como qualquer cidadão. Mesmo o mais humilde pode ter acesso às informações públicas. O dona do dinheiro é a sociedade”, afirma o delegado.

Loreto diz ter aguardado aproximadamente 20 minutos no saguão da ASTC pelas informações, que ainda foram passadas. “Quando investigamos, sempre partimos do pressuposto de que não há crime. Mas essa relutância em passar uma informação que já deveria estar à disposição de todos corrobora (com a denúncia de irregularidades)”, declara a autoridade policial. Agora, o próximo passo do inquérito é aguardar as informações pedidas à autarquia.

Pela manhã, Loreto pediu à reportagem do jornal A Tribuna a íntegra da matéria veiculada na semana passada, sobre os questionamentos feitos pelo movimento #VemPraRuaCriciúma quanto à cobrança.

ASTC vai fornecer informações

O presidente da ASTC, Giovanni Zappellini, assegura que a autarquia vai fornecer as informações no prazo estipulado pela Lei de Acesso à Informação, isto é, de 20 dias, prorrogáveis por mais dez. Na semana passada, o movimento #VemPraRuaCriciúma protocolou um pedido idêntico.

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