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GERAL

Parceiros na vida familiar e militar

19/06/2017 16:34
Foto por Adriano Ghellere/Portal Sul In Foco (Foto: Adriano Ghellere/Portal Sul In Foco) Clique para Ampliar
Adriano Ghellere/Portal Sul In Foco

Marcos Antônio Euzébio e Marcos Paulo Euzébio têm algo mais em comum do que serem somente pai e filho, respectivamente. Além de compartilhar o dia a dia na família, são parceiros de profissão: o pai é sargento e o filho, soldado e há um ano trabalham juntos no Posto 5 da Polícia Militar Rodoviária (PMRv), em Cocal do Sul. O fato é o segundo no estado dentro da PMRv. Pai e filho também compartilham a mesma função no 13º Grupo de PMRv, em Blumenau.

A família Euzébio é natural de Florianópolis. O soldado Euzébio (filho), de 29 anos, trabalhava nos Correios da Capital antes de ingressar na carreira militar. "Sempre admirei a profissão do meu pai. Eu o observava atuando e sempre tive vontade de ingressar, mas nunca comentei", conta.

"Sempre gostou muito de estudar, mas nunca comentou que entraria na Polícia Militar. Eu, como pai e policial, por ser uma profissão perigosa, quero sempre proteger o meu filho. Fico feliz por ele estar justamente aqui na PMRv, em especial no posto onde trabalho", conta o sargento Euzébio (pai), hoje com 47 anos de idade.

E a hierarquia de casa é semelhante à praticada na PMRv. "Sempre respeitei. Em casa já era assim e aqui ele é sargento (risos). Tem o lado pai e filho, mas é tranquilo. Desempenhamos nossas funções sem afetar em nada, mesmo com o laço familiar", relata o filho.

O soldado Euzébio (filho) está na Polícia Militar desde 2013. Em dezembro do ano passado foi transferido para o posto militar onde o pai atua. "Os comandantes abriram as portas para a vinda dele. Já trabalhava no batalhão em Criciúma e foi agente temporário. Conseguimos fazer a transferência em um momento muito especial. Estou indo para a reserva remunerada em 25 dias e não há nada mais gratificante que encerrar a carreira na PM ao lado do meu filho", relata o sargento Euzébio.

Já o pai iniciou a carreira na Polícia Militar em 1995. Passou pelo 9º Batalhão da PM em Criciúma e, em 2005, foi transferido para ao Posto 21 da PMRv, em Bom Jardim da Serra. No ano seguinte, veio para Cocal do Sul e segue atuando no posto militar.

Ao longo de 23 anos como policial militar, sendo 13 deles na PMRv, Euzébio relata que o que mais lhe marcou na profissão foram os acidentes envolvendo crianças e, muitas vezes, provocados por imprudência de motoristas alcoolizados. "A morte é o que mais marca a vida de um policial, principalmente se envolver menor", lembra.

Fora esse fato, a saudade também lhe acompanhará ao longo da vida. "Vão acabando os ciclos e as coisas vão acontecendo muito rápido. A saudade começa a bater. Vai fazer falta. Eu me preparei para me aposentar. Quando eu ficar um tempo sem usar a farda, sentirei falta disso tudo, principalmente dos amigos. A gente vai, mas deixa a sementinha", afirma Euzébio, olhando para o filho.

"Trabalhávamos na produção de uma indústria cerâmica de Cocal do Sul em 1994 e apareceu o concurso da PM. O Euzébio fez e, no mês seguinte, também fiz. Por coincidência fizemos a escola militar juntos em 1995. Mostrou-me toda a Ilha da Magia durante o período do curso em Florianópolis. Um grande amigo que hoje está aqui ao meu lado, junto do filho, que conheci ainda garoto", conta o colega, sargento Schmöeller.

Após a saída da função, Euzébio (pai) quer estudar e viajar. "Quero fazer um curso avançado de inglês e viajar. Eu e minha esposa gostamos muito. O tempo passa muito rápido, por isso temos que aproveitar", planeja.

Quanto ao filho, a intenção é seguir adiante na carreira. "Daqui para frente, a intenção é continuar aqui. Realizar concursos internos e crescer. Pretendo seguir na PMRv", destaca o soldado.

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