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GERAL

Número de salas comerciais fechadas no Centro de Criciúma chama a atenção

12/06/2018 09:15
Foto por Daniel Búrigo (Foto: Daniel Búrigo) Clique para Ampliar
Lucas Renan Domingos

Uma cena comum para quem caminha pela região central de Criciúma: salas comerciais que antes eram utilizadas por lojas hoje se encontram fechadas. Somente na Rua Henrique Lage, uma das principais do comércio criciumense, oito locais estão com placas de aluguel fixadas nas portas.

A principal justificativa para o acréscimo de números e salas comerciais fechadas está na condição financeira. O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Criciúma, Gelson Philippi, avalia que o atual momento econômico do país tem afetado diretamente os lojistas. “Não são lojas que abriram recentemente e já fecharam. São estabelecimentos antigos que, por conta dos juros, altos impostos, foram impedidos de continuarem em atividade. Os lojistas já vêm enfrentando constantes dificuldades nos últimos anos”, apontou Philippi.

O presidente do CDL acrescenta ainda que a falta de investimentos no setor econômico da região atraindo empresas reflete diretamente nas vendas do comércio. “Com novas empresas, mais empregos serão gerados. Gerando mais empregos, mais pessoas terão poder de compra e irão consumir mais, beneficiando o comércio. Hoje os lojistas podem até ter dinheiro, mas não possuem uma perspectiva se, no futuro, terão melhorias se investirem hoje”, disse.

 

Momento de recuperação

O responsável pelo setor de marketing de uma imobiliária de Criciúma, André Pascuali, afirma que, mesmo com tantas salas disponíveis, a locação de pontos comerciais vêm tendo um acréscimo de aproximadamente 15% se comparado com o primeiro semestre do ano passado. O pior momento, segundo ele, foi do fim de 2016 até o fim de 2017.

“A situação financeira é o principal argumento para o rompimento de contrato de locação. Os locatários têm buscado melhores condições e negociação de preço para fazer a locação. Mas, ao mesmo tempo, construtoras da região passaram a investir em prédios comerciais. Isso aumenta o poder de escolha dos lojistas de onde querem instalar suas lojas e fazer a melhor negociação”, contou Pascuali.

 

Apostar na especialização

Phillipi acredita que, para conseguir se manter no mercado e evitar o fechamento de lojas, a saída é focar na inovação para atrair novos clientes.

“Hoje os concorrentes não estão na loja ao lado, eles estão na internet, em todo o canto do mundo. Buscar alternativas para tornar o estabelecimento atrativo e não perder os clientes, como cursos e treinamentos dos funcionários, é essencial para conseguir ter boas vendas e ter uma tranquilidade financeira”, finalizou.

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