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GERAL

Há dois meses, moradores são obrigados a conviver com cheiro de fossa

11/08/2017 10:49
Foto por Daniel Búrigo (Foto: Daniel Búrigo) Clique para Ampliar
Gabriel Bosa

Há dois meses, 32 famílias do Residencial Jardim União, no bairro de mesmo nome, em Criciúma, convivem diariamente com o forte odor exalado pela fossa séptica do condomínio. O cheiro desagradável de dejetos obriga os moradores dos blocos 13 e 14 permanecerem com todas as janelas constantemente fechadas, resultando em uma série de incômodos e reclamações.

A situação fica evidenciada com o tempo seco, quando o odor exala de forma mais intensa, ou em dias de chuva, quando parte dos dejetos transborda em meio aos edifícios.

"Nós temos que ficar trancados o dia inteiro, quem tem criança pequena, então, é ainda pior. Eles deviam interditar isso e achar uma solução, assim como está não pode ficar", contesta a moradora Juliete da Silva Zanoni.

O Residencial Jardim União foi edificado pela Colonetti Construções, através do programa Minha Casa Minha Vida, da Caixa Econômica Federal (CEF). Os moradores se muda-ram para o local no fim de dezembro do ano passado.

"Nós procuramos o pessoal da construtora, eles nós jogam para a Prefeitura, depois para a Caixa, e no fim nada é resolvido", reclama Luana dos Santos Bernardo, moradora do bloco 14.

Além do forte odor, segundo as moradoras, em algumas apartamentos os dejetos voltam pela tubulação quando é acionada a descarga. As mulheres também reclamam da infiltração causada pelos problemas hidráulicos.

"Eu já perdi um jogo de cama inteiro por causa do mofo. Não tem como abrir a janela nem para deixar o ar circular", complementa Juliete.

 

Construtora afirma ter encontrado pedaços de plástico na caixa

A situação é de conhecimento da empreiteira responsável pelo projeto. Segundo o engenheiro civil Odivaldo Dal Toé, o problema na fossa séptica é reflexo do mau uso e despejo irregular de objetos pelos moradores.

"Há dois meses, nós fizemos a limpeza na tubulação e encontramos pedaços de plásticos, frascos de remédios, restos de comida, tudo isso acaba causando o entupimento da tubulação", elenca o profissional. "Além do mais, ali é a parte mais baixa do terreno, sempre que inundar vai aparecer naquele local", complementa.

O engenheiro civil Bruno Dutra da Silva também expõe que a falta de manutenção nas caixas de gorduras também contribui para o agravamento da situação. "A limpeza da caixa é responsabilidade dos moradores. Quando nós fizemos a limpeza, os dejetos desceram normalmente", argumenta.

Os profissionais também ressaltam que o projeto de construção foi vistoriado e aprovado pela Administração Municipal antes de ser concluído. "A nosso ver, é mau uso dos moradores. É preciso fazer uma reeducação para que eles não joguem mais esses materiais", afirma Dal Toé.

A CEF afirma que está a par dos conhecimentos e que um laudo apresentado pela própria construtora apontava o uso indevido como origem do problema.

 

Síndico contesta

O síndico do Residencial Jardim União, Marcos da Silva Santos, admite que há uso irregular do sistema por parte de alguns moradores, porém, contesta que esta seja a única explicação para a situação.

"Nós já trouxemos caminhões para limpar a fossa duas vezes em dois meses. Se fosse apenas isso a situação não ficaria tão precária em tão pouco tempo", defende. "Nós não queremos nenhum tipo de problema com a construtora, apenas a solução deste problema".

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