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GERAL

Falta de acessibilidade causa constrangimento e revolta

27/09/2013 16:05
Foto por Reprodução Facebook (Foto: Reprodução Facebook) Clique para Ampliar
Mariana Noronha / reportagem@atribunanet.com

Na manhã desta quinta-feira, o constrangimento e a revolta de Elizete Máximo chegaram ao limite. Como de costume, Elizete, moradora do Bairro Maria Céu, estava acompanhando o filho cadeirante, Erick Máximo, de 20 anos, que tem paralisia cerebral, para ir ao centro de Criciúma. No momento de pegar o transporte coletivo que seguia para o destino, o elevador de acessibilidade para cadeirantes teve problemas.

Conforme a mãe, ao subir, as portas de acesso não fecharam. Pelo menos, 40 pessoas estavam no ônibus, e tiveram que aguardar o conserto da porta, por mais de meia hora, sem sucesso. O segundo ônibus que passa pelo local parou para pegar os passageiros, e o elevador também não estava funcionando. “A maioria das pessoas estava indo para o trabalho, foi mais de meia hora de atraso. Todos estavam indignados, e o meu filho como se sente? Ele se sentia pior ainda, se sentia culpado por estar atrasando aquelas pessoas para os compromissos delas”, disse.

Sem o funcionamento do elevador, com a ajuda de mais três pessoas, Elizete teve que carregar o filho no colo para dentro do ônibus. “O que me deixa mais indignada é que eu estava indo fazer a carteirinha dele, porque mesmo ele estando nas cadeiras de rodas, eu tenho que sempre pagar a passagem”, reclama. Elizete vai com o filho à fisioterapia e esta não foi a primeira vez que passou pela situação. “Eu costumo ir com ele em ônibus que nem tem elevador. Chega um momento que a gente não aguenta mais. Nós solicitamos uma ambulância da prefeitura, mas tem 16 pessoas na fila. Por isso temos que pegar ônibus. Estamos no nosso direito de reclamar”, diz. Na volta, segundo ela, o ônibus também não tinha elevador de acesso.

Erick faz parte de associações de cadeirantes, como a Vida Ativa, e segundo Elizete, já contatou a advogada Indaiá Pacheco para entrar com uma ação que busca o direito de acessibilidade contra a Associação Criciumense de Transporte Urbano (ACTU), responsável pelo transporte coletivo de Criciúma.

ACTU irá entrar em contato com Elizete

No primeiro contato com a ACTU a reportagem teve resposta de que a associação desconhecia qualquer informação sobre o assunto. Logo após conhecimento, o supervisor técnico da empresa Expresso Forquilhinha, Rodnei Dal Toé, informou que os veículos que passam pelo ponto da Rodovia Sebastião Toledo dos Santos (onde Erick costuma pegar o ônibus) estão passando por uma revisão.

Segundo ele, de 85 veículos da frota da empresa, 30 são com elevadores de acessibilidade. Isso porque os veículos são antigos, e depois da exigência, foi feito uma pesquisa de pontos onde precisariam de elevadores para cadeirantes, por isso somente este número. No entanto, ele acrescenta que todos os ônibus aderiram às normas de acessibilidade.

“Quando falamos de acessibilidade não estamos falando somente de cadeirantes, tem uma série de outras pessoas, e outras situações que tivemos que fazer. Os elevadores ficam embaixo do ônibus, sujeitos a pegar poeira, papel, barro, e até molhar, o que pode prejudicar o seu funcionamento. Eles têm um sensor, e quando ele identifica algo errado, eles não funcionam. O que nós fizemos é orientar os motoristas que sempre realizem um teste no elevador antes de saírem da garagem”.

Conforme Dal Toé, a empresa entrará em contato com Elizete para tentar resolver o problema. "Nós pedimos para nosso usuários sempre entrarem em contato com o SAC de reclamações da ACTU, assim nós conseguimos resolver as situações mais rapidamente". O número da ACTU é (48) 3431-7777.

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