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GERAL

Criciúma registra evolução em números da meningite

08/09/2013 14:48
Foto por Colaboração: Lucas Sabino (Foto: Colaboração: Lucas Sabino) Clique para Ampliar
Colaboração: João Pedro Alves / Decom

Pessoas de todos os países do mundo contraem as diferentes formas da meningite, doença que não escolhe época do ano tampouco as condições de quem a desenvolve. Em Criciúma, o trabalho para barrar a incidência de casos e principalmente a perda de vidas não cessa, porém encontra resultados positivos nos últimos anos. Através da Secretaria do Sistema de Saúde, o estímulo à prevenção e a busca pelo diagnóstico precoce gerou uma redução em 50% de óbitos relacionados à inflamação da meninge.

Em análise aos dados registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação do Ministério da Saúde (Sinan), constatou-se uma significativa diminuição de casos notificados em uma série histórica dos últimos anos. Até o fim de agosto deste ano, a vigilância epidemiológica encaminhou 79 pacientes suspeitos, 32 a menos que ao longo de 2012. As estatísticas dos anos anteriores apresentam números ainda maiores. Em 2009 e 2010, houve 209 e 223 notificações, respectivamente.

Um total de 23 pessoas teve a meningite diagnosticada nos oito primeiros meses de 2013. O registro projeta um somatório parecido com 2012, quando 28 casos foram confirmados. Os indicadores do Sinan ratificam uma relação bem mais tranquila com a doença em relação aos anos anteriores. Os diferentes tipos de meningite somaram 148 confirmações em 2009, enquanto, em 2010, Criciúma apresentou a incidência comprovada da doença em 99 pacientes e 67 pessoas em 2011.
O progresso nos números, conforme a secretária do Sistema de Saúde, Geovânia de Sá, oferecem um estímulo para os profissionais da rede municipal perseguirem números ainda melhores.

“Os números atestam a evolução e dizem que estamos no caminho certo, portanto vamos continuar e fortalecer o trabalho de conscientização focando na prevenção. Alguns tipos de meningite podem ser eliminados por meio de vacinas disponibilizadas nas nossas unidades de saúde”, ressalta.

Além dos casos e notificações, a mortalidade caiu nos últimos anos em Criciúma, conforme o Sinan. Desde 2007, período em que a cidade teve 441 casos confirmados, 47 pessoas perderam a vida em decorrência da meningite. Após o pico do período, de 10 óbitos em 2010, nos anos seguintes houve a ocorrência de cinco mortes em 2011, quatro em 2012 e em 2013 três pessoas morreram por causa da doença.

“Infelizmente não se consegue reduzir a zero, aqui ou em qualquer lugar do mundo. Com as campanhas de vacinação tem caído bastante o número de casos em geral, mas as medidas de prevenção são fundamentais, já que crianças e adultos podem contrair a doença”, enfatiza o coordenador da vigilância epidemiológica de Criciúma, Paulo Hansen.

Muitos tipos de meningite são contagiosos e os cuidados com a higiene se fazem fundamentais para se afastar da doença, de acordo com Hansen. Hábitos como lavar sempre as mãos, evitar ambientes fechados e aglomerações ajudam a prevenir o contágio. “Os pais também devem se conscientizar e levar as crianças nas unidades de saúde quando houver as campanhas de vacinação. Há imunização disponível para três tipos de meningite”, conta o coordenador da vigilância epidemiológica.

Sintomas

A atenção aos sintomas da meningite e a ação quando eles aparecerem são fundamentais para a cura. Dores de cabeça e na região da nuca, vômito e febre alta podem configurar indícios desta doença. “Convém lembrar que não há sazonalidade da meningite. Há ocorrência de casos durante o ano todo. Pelos nossos levantamentos, há a concentração maior do tipo bacteriana no inverno e viral no verão. Pedimos às pessoas que, quando tiverem esses sintomas, procurem a unidade de saúde mais próxima. Quanto mais cedo fizer o diagnóstico, as chances de cura aumentam”, reforça Hansen.

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