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GERAL

Comunidade cobra revitalização de parque infantil da Praça do Congresso

16/01/2018 10:00
Foto por Lucas Sabino / Especial / A Tribuna (Foto: Lucas Sabino / Especial / A Tribuna) Clique para Ampliar
Bárbara Barbosa
“Na época em que eu criei meus filhos, essa Praça do Congresso enchia os olhos, era bem diferente”. Esse é o relato da autônoma Margareth de Araújo Marque, que teve oportunidade de transitar pela Praça do Congresso em dois diferentes momentos: na criação dos filhos e agora, dos netos. “Observo que, para as crianças, brincarem no parquinho com essas condições é bem complicado. Parece-me que caiu em descaso”, destaca ela sobre as condições do espaço, especialmente aquele dedicado às crianças.
 
Por conta do difícil acesso em dias de chuva ao parquinho, Margareth conta que a neta já saiu frustrada do local. “Tive que levá-la embora aos prantos, pois não teve como brincar no local. Em dias chuvosos, é impossível para eles brincarem nesse lodo e até chegar ao parquinho, não há acesso”, detalha ela. 
 
Após riscos por conta da falta de manutenção, as cercas de proteção do parque infantil foram retiradas há quase quatro meses e seguem sem reposição. “Estava cheio de pregos expostos e madeiras podres e pontiagudas. Retiraram e até hoje não voltou nada reformado. As cercas são importantes, é muito mais fácil de cuidar porque se delimita o espaço. Agora não. Se tirar o olho um instante, quando a gente vê, a criança já está no meio do parque  e seguindo para as ruas”, declara. 
 
O local é um dos mais tradicionais pontos de lazer e encontro de Criciúma, ficando ainda mais movimentado nas últimas semanas devido ao recesso nas escolas. A problemática já havia sido exposta por uma reportagem do Jornal A Tribuna em abril e agosto do último ano. 
 
Os brinquedos também permanecem sem reformas. “Em alguns eu não deixo ela brincar, porque falta madeira e ela pode trancar o pé. Em outro há tanta ferrugem que corroeu o metal e criaram-se pontas bem perigosas”, destaca a babá Ângela Maria da Silva. 
 
Cuidados redobrados
 
Segundo os frequentadores do local, a percepção de abandono é nítida. “Eu venho trazer a minha irmã e tenho que ficar em cima, pois há tábuas soltas e podres. Esse balanço, por exemplo, não tem assento”, aponta a estudante Maria Laura dos Reis Silvano para um dos brinquedos. 
 
Para a chef Raquel Bunn, que possui comércio no espaço, é preciso que haja união e protagonismo dos moradores, empresários e da própria administração pública. “A praça precisa de apoio, de alguém que abrace a causa. Muitos dos frequentadores que vêm aqui moram perto, esse é o verdadeiro quintal para quem tem apartamento nas redondezas. Então temos que ter participação nesse processo. Que seja a Prefeitura, que sejam os moradores, mas é preciso apoio nessa causa”, finaliza ela. 
 

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