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GERAL

Colônias de férias: inscrever ou não o seu filho em uma delas?

13/07/2017 00:53
Foto por Daniel Búrigo / Arquivo (Foto: Daniel Búrigo / Arquivo) Clique para Ampliar
Lucas Renan Domingos / Especial

Pais que não têm onde deixar os filhos durante as férias têm como opção as colônias realizadas por empresas de Criciúma.

Com a chegada do mês de julho vem também as férias escolares do meio do ano. Porém, para alguns pais mais atarefados, elas podem ser um problema. Acostumados a deixar seus filhos na escola enquanto trabalham, eles se veem na obrigação de encontrar uma nova atividade para os filhos durante o recesso.

Uma saída encontrada por muitos deles são as conhecidas colônias de férias, como é o caso da agente de viagem Ludmira Coelho. Ela e o marido trabalham o dia inteiro. Durante as férias da filha Beatriz Coelho, eles optam por inscrever a filha em uma colônia de férias de Criciúma.

"Infelizmente, a gente não tem tempo para desfrutar das férias juntos. Então a inscrevemos na colônia de férias da escolinha. Este ano vai ser a quarta vez que ela estará participando. E se eu não inscrevê-la todos os anos, ela ainda briga", sorri Ludmira.

Para ela, essas atividades temporárias são essenciais no desenvolvimento da menina e uma boa alternativa para não deixar Beatriz sozinha. "A gente até poderia deixá-la na casa de algum parente, mas daí não teria com quem brincar. Na colônia de férias também vão estar as crianças que estudam com ela e vai ter como se divertir. Isso ajuda no desenvolvimento dela e até na saúde, já que ela estará se exercitando", afirma.

A psicopedagoga Rosangela Dagostin vê os eventos de férias como positivos. Conforme aponta a profissional, as atividades lúdicas e brincadeiras realizadas fazem a criança fugir da rotina e desenvolver novas capacidades. "Não existe nada mais prazeroso para uma criança do que brincar. Quando eu era pequena, a gente inventava brincadeiras e não ficava ocioso. Mas hoje os tempos mudaram e as crianças preferem ficar dentro de casa em seus celulares, televisões e outras tecnologias. Em uma colônia de férias, elas estimulam o lado cognitivo, afetivo, psicomotor e psicológico dos pequenos", frisa Rosangela.

 

Cuidados devem ser levados em consideração

Ludmira se preocupa com o lugar em que a filha passará as férias. Para evitar problemas, ela procura pesquisar a opção mais segura para a filha. A psicopedagoga acrescenta que essa é uma atitude correta a ser tomada.

"É sempre bom falar com alguém que já deixou o filho na colônia desejada, conhecer os instrutores e saber se a empresa que está organizando tem capacidade de cuidar de todas as crianças. Às vezes, uma colônia de férias pode receber 30 crianças e ter dois profissionais para cuidar, o que não é suficiente. Portanto, é importante a pesquisa", enfatiza.

Rosangela diz ainda que arranhões e quedas podem acontecer devido às brincadeiras que exigem que os pequenos corram, pulem e se movimentem. Além disso, a psicopedagoga ressalta a orientação e conversa que os pais devem ter com os filhos antes de tomar a decisão de colocá-los em uma colônia de férias.

"A criança tem que ir por vontade própria. É interessante realizar a inscrição de forma antecipada, assim os pais podem levar os filhos alguns dias antes para conhecer os coleguinhas, os professores e o local, deixando eles familiarizados com o ambiente", pontua Rosangela.

Pais superprotetores também devem ficar atentos aos períodos de duração das atividades. "Muitos deles têm medo que os filhos se machuquem e vivem querendo saber como o filho está. O ideal é ter confiança nos profissionais. Se for muito apegado à criança ou a criança ainda tiver uma idade menor de dez anos, a indicação é que a inscreva em colônias que ficam só meio período ou durante o dia, podendo retornar para a casa durante à noite. Acampamentos de férias, que são aqueles em que a criança dorme no local, já são mais indicados para os maiores de 11 ou 12 anos, por já terem uma autonomia", finaliza.

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