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GERAL

Aumenta, na rede privada, a procura por vacinas contra a meningite

21/06/2018 09:20
Foto por Clique para Ampliar
Lucas Renan Domingos

Durante o inverno, como as pessoas costumam ficar mais tempo em ambientes fechados para espantar o frio, é natural que a procura pela vacina contra a meningite aumente. Na rede privada, em algumas clínicas, já é possível perceber a baixa nos estoques de doses dos tipos imunizações ACWY, para crianças menores de um ano, e da meningite B.

Segundo a enfermeira de uma clínica de vacinação de Criciúma, Criseli Medeiros Mattei, a procura por esses dois tipos, que não são oferecidas na rede pública, está grande. Orientados por pediatras, o número de pais à procura de vacinas para os filhos praticamente dobrou nos últimos dias.

“Os pais com crianças maiores têm procurado bastante para atualizar a caderneta de vacina. A de maior dificuldade tem sido mesmo a abaixo de um ano. A região aqui possui dois laboratórios que abastecem. Um deles não estava produzindo momentaneamente, mas nos próximos dias deve normalizar. Já estamos com a programação para receber um novo lote em breve”, afirmou Criseli.

 

Situação na rede pública

A imunização oferecida na rede pública é contra a meningite tipo C. A coordenadora do Programa de Imunização de Criciúma, Patrícia Ortigossa, afirma somente esse tipo de vacina é ofertado pela prefeitura por determinação do Ministério da Saúde e por ser a de maior risco e mais incidência no Brasil.

 

Sem surtos

Criseli disse que alguns clientes chegaram a relatar ter o conhecimento de casos recentes de meningite na região. Porém, Patrícia afirma que não há nenhum surto. Houve casos, mas dentro da quantidade normal. “A meningite acontece durante todo o ano. No inverno, a preocupação aumenta porque os ambientes ficam fechados. Para evitar a contaminação, é preciso manter o ambiente arejado e ter os cuidados de higiene tanto no local quanto da criança”, destacou Patrícia.

A coordenadora ainda ressalta a importância da vacinação. As doses são feitas com três meses, cinco meses, um reforço quando a criança completa um ano e uma nova dose com 12 a 13 anos. “A vacina para crianças entre 12 e 13 anos é uma novidade, foi autorizada no ano passado pelo Ministério da Saúde. Então é importante ir até uma Unidade Básica de Saúde com sala de vacina para atualizar. Muitos pais ainda não têm o conhecimento dessa nova dose”, completou.

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