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GERAL

Artista criciumense exibe com orgulho participação em obra nacional

20/08/2014 11:43
Foto por Mayara Cardoso (Foto: Mayara Cardoso) Clique para Ampliar
Mayara Cardoso

Mineiros aposentado e morador do tranquilo Bairro São Defende, o artista plástico Manoel da Silva, de 52 anos, é um dos 100 participantes da Enciclopédia de Artistas Contemporâneos Lusófonos, obra publicada no primeiro semestre de 2014 e que reúne nomes da Literatura e das Artes em comemoração aos 800 anos da língua portuguesa. Responsável pela criação de uma técnica de pintura em 3D, Silva foi convidado para ter seu perfil publicado entre os principais artistas dos países escolhidos. Atualmente o profissional trabalha em seu ateliê montado na própria residência e continua criando novas técnicas de pintura e esculturas com material reaproveitado.

Para Silva, o talento no ramo das artes já existe desde criança, porém foi levado a sério apenas após se aposentar por tempo de serviço em uma carbonífera de Criciúma. “Quando parei de trabalhar precisava de uma nova ocupação e comecei a apostar nisso, que era algo que eu já gostava e me identificava”, explica. Os primeiros sinais do gosto pelo trabalho artístico, conforme Manoel, começaram a aparecer ainda nos primeiros anos de vida. “Eu era pequeno e já inventava esculturas de pipoca e gostava de colocar bolinhas de gude contra o sol para ver como ficava bonito. Acho que já demonstrava como tinha esse olhar criativo”, comenta.

 

Trabalho exibido com orgulho

No ateliê que montou em sua casa, Silva coloca a inspiração em prática e desenvolve seus novos trabalhos. Para ele, o grande reconhecimento da carreira surgiu por conta da técnica de telas em três dimensões. “Comecei com tela plana, normal. Com o tempo surgiu essa ideia do 3D, que foi muito bem recebida por todos. Tive a inspiração e todos aprovaram os resultados. É algo que não se encontra por aí”, afirma orgulhoso.

Família, amigos e admiradores do trabalho do aposentado demonstram orgulho ao receber a notícia do convite para participar da grande obra artística, feito por meio da Associação Internacional de escritores e artistas, Literarte. Para ele, o incentivo é fundamental. “Esposa, filhas, vizinhos, amigos e pessoas que conheceram meu trabalho em exposições, todos ficaram felizes comigo. É uma recompensa ótima, pois se trata de algo grandioso internacionalmente”, afirma. Os países que integram a publicação são: República de Angola, República Federativa do Brasil, República de Cabo Verde, República da Guiné-Bissau, República de Moçambique, República Portuguesa, República Democrática de São Tomé e Príncipe e a República Democrática de Timor-Leste

 

Novas oportunidades surgem após a publicação

Conforme o artista plástico, após conhecer o trabalho do criciumense por meio da enciclopédia um cineasta do Rio de Janeiro se interessou pela história e propôs um novo projeto. “Eles querem fazer um documentário sobre a minha história de ter saído das minas para trabalhar com arte e minhas técnicas. Por enquanto estamos procurando patrocinadores para colocar em prática”, explica. Os interessados em colaborar financeiramente com o documentário ou em comprar as obras podem entrar em contato pelo telefone (48) 3438-9139.

 

 

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