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OPINIÃO

Política Industrial do Carvão pode trazer R$ 11 bilhões para os estados do Sul

04/11/2017 06:00
Fernando Luiz Zancan - Presidente da Associação Brasileira de Carvão Mineral (ABCM)

O Executivo Estadual criou a Política Estadual do Carvão Mineral e instituiu o Polo Carboquímico do Rio Grande do Sul, a ser integrado pelos complexos carboquímicos do Baixo Jacuí e da Campanha. A proposta do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, vem após um trabalho de esclarecimento da importância do carvão mineral para a economia do estado vizinho.
Detentor de 90% dos recursos conhecidos do carvão mineral no Brasil, o que representa a maior fonte de energia que o Brasil dispõe, o Governo do Rio Grande do Sul , na pessoa do seu governador, José Ivo Sartori, e sua equipe da secretaria de Minas e Energia e Meio Ambiente, foram conhecer as melhores tecnologias de uso do carvão no Japão e Coreia do Sul e viram que as tecnologias limpas que são usadas nesses países extremamente exigentes com o meio ambiente, podem ser replicadas no Brasil trazendo emprego e renda.
O papel dos empresários gaúchos da CRM e, em especial da Copelmi Mineração Ltda, que estão desenvolvendo projetos de conversão de carvão para gás de síntese e estudos para termoelétricas com altíssima eficiência com tecnologia japonesa, contaram com o apoio da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul.
Essa consciência dos gaúchos em prol do carvão foi demonstrada na votação da Assembleia Legislativa, onde 98% dos deputados aprovaram o PL 191/17, somente um deputado votou contra. As manifestações dos parlamentares foram importantes para mostrar para a sociedade gaúcha a importância do carvão mineral para o estado.
O Projeto de Lei visa implantar uma política integrada para atrair investidores para a criação de complexos carboquímicos e também para incentivar o uso do carvão em centrais termelétricas. O Complexo Carboquímico do Baixo Jacuí, conforme o projeto, abrangerá os municípios de Arroio dos Ratos, Barão do Triunfo, Butiá, Charqueadas, Eldorado do Sul, General Câmara, Minas do Leão, São Jerônimo e Triunfo. O da Campanha, os municípios de Aceguá, Bagé, Caçapava do Sul, Candiota, Dom Pedrito, Hulha Negra e Lavras do Sul, Pinheiro Machado e Pedras Altas.
Após essa ação estadual do Rio Grande do Sul, é necessário que o governo federal estruture a política industrial para o uso do carvão mineral, algo que foi prometido pelo Ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho quando visitou a indústria carbonífera de Santa Catarina e Rio Grande do Sul em julho deste ano. Essa política industrial poderá alavancar investimentos da ordem de 11 bilhões de dólares para os estados do Sul.
O uso do carvão na termeletricidade fica mais evidente nos momentos em que há estresse hidrológico e que mostram a importância das termelétricas para garantir o suprimento de energia elétrica, mesmo com um país que sofreu uma enorme recessão. As térmicas a carvão são as mais baratas e com isso teremos um menor impacto na conta de energia elétrica. Mas para que possamos ter segurança na manutenção e crescimento de nossa indústria é necessário que o governo federal faça sua parte, além da ação estadual. Temos a certeza que Santa Catarina e Paraná farão sua parte na busca desta política industrial.

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