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OPINIÃO

O trabalho confortável

07/02/2018 06:00
Khaled Salama - Palestrante e coach. Autor

Uma situação causou espanto em 2017. Neymar assinou um dos maiores contratos da história do futebol, para jogar no Paris Saint-Germain, com uma camiseta regata que continha o símbolo do Batman. A naturalidade demonstrada pelo jogador surpreendeu.
O fato difícil de contestar nessa história toda é que Neymar ganha dinheiro enquanto se diverte. Os valores são expressivos e, para a maioria das pessoas do mundo, vão ficar apenas no imaginário. Penso, no entanto, que um gostinho disso não está tão distante.
Divertir-se e ganhar dinheiro não é exclusividade de Neymar. Guardadas as devidas - e gigantescas - proporções, todos os profissionais podem tentar construir esse mecanismo. Não precisamos falar de milhões ou bilhões para usufruir disso.
Acredito que foi a maravilhosa autora Gabrielle Bernstein que disse, certa vez: “Uma das definições de sucesso é você ganhar dinheiro enquanto veste sua roupa de academia, no conforto de casa”. Nunca me esqueci dessa frase. Tem a ver com a naturalidade.
Lembrei-me de uma interessante palestra de um empreendedor da área da tecnologia que também tem relação com o assunto. O negócio milionário começou no quarto dele e costumava trabalhar de pijama, com uma xícara de café nas mãos.
Se essa realidade não está tão distante em comparação com o contrato do Neymar, por que a maioria não cogita adotar uma iniciativa como essa? Tenho algumas razões para elencar. A primeira é que grande parte das pessoas olha o trabalho como um mal necessário.
Neste contexto, o indivíduo até deseja ficar no conforto de casa, com roupa de academia, mas não necessariamente para trabalhar. Para esse profissional, definição de sucesso é ganhar na Mega. Não consegue enxergar um cenário que alie diversão e foco.
A outra questão é que há os que querem ter esse tipo de vida profissional, mas se esquecem do básico: não basta colocar o abriguinho e ir para a frente do computador. É necessário produzir projetos que façam a diferença para pessoas e/ou empresas.
Afinal, aquela faixa de luz do sol que ilumina a casa de manhã e o chocolate quente que você vai preparar antes do batente não vão fazer milagres. É preciso que haja um alicerce. Aquilo que te faz produzir por horas a fio, de maneira natural e com prazer.
O alicerce de quem escreve, por exemplo, é a leitura. Quanto mais lemos, mais escrevemos. E melhor fazemos isso. A produtividade é fundamental. Caso contrário, o “conforto” não faz sentido e também não se sustenta. Desejo um bom chocolate quente!

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