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OPINIÃO

O passivo ambiental da região carbonífera – 2ª parte

08/11/2018 06:00
Ruy Hulse - Presidente de Honra do SIECESC

Dois outros acontecimentos ocorridos no Oriente Médio repercutiram na nossa atividade carbonífera.
O primeiro ocorreu em 1972, quando a OPEP – Organização dos Países Exportadores de Petróleo, composta de doze empresas, incluindo Equador e Venezuela, constituindo verdadeiro monopólio, passaram a exigir uma maior participação no resultado da produção e comercialização do petróleo.  Com esta decisão a OPEP, em cujos países membros estão 80% do petróleo no mundo, o preço subiu de U$ 3,00 (três dólares) o barril para U$ 29,00 (vinte e nove dólares).
Esta crise foi denominada de “Crise do Preço”, pois o aumento do preço do petróleo, causou grande turbulência entre os países consumidores, que acabaram por assimilar o novo preço e entenderam que a época do petróleo barato havia terminado.
O segundo acontecimento ocorreu em 1979, com a guerra Irã/Iraque, dois países grandes produtores de petróleo, resultando uma crise denominada de “Crise de falta”, com a falta do petróleo o seu preço chegou próximo os U$ 100,00 (cem dólares) o barril.
A par destes acontecimentos a situação geopolítica (acontecimento na área política de um país ou bloco de países, que podem modificar a sua estrutura administrativa, e sua filosofia de governo).
Estes acontecimentos podem alterar o preço do petróleo, que poderá ser reduzido ou elevado, principalmente porque as grandes empresas produtoras e comercializadoras de petróleo em número de 7 (quatro americanas e três anglo – holandesas) designadas de as sete irmãs, poderão, no todo ou em parte, ter facilidade ou dificuldade na sua produção.
Todos esses acontecimentos, influenciaram na dificuldade do Brasil em atender suas necessidades energéticas, pois o petróleo constituía a principal fonte energética para movimentar a nossa atividade produtora.
O Brasil voltou-se uma vez mais para o nosso carvão, como solução para atender a demanda de energia do País. Criou-se o “Programa de Mobilização Energética” voltado para ampliar as fontes de energia mais tradicionais, o carvão e o petróleo. O objetivo no caso do carvão era oferecer condições, inclusive, recursos financeiros para ampliar a produção. As empresas para obter recursos financeiros podiam dar em garantia a própria reserva (o que não é permitido atualmente).
Todo este esforço para aumentar a produção do nosso carvão foi correspondido, porém, tivemos como consequência, um aumento do impacto ambiental na região.

Voltaremos oportunamente ao assunto.

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