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OPINIÃO

O desenvolvimento regional com ações integradas

06/07/2018 06:00
Fernando Luiz Zancan - Presidente da Forcri

O criciumense, ao longo dos últimos anos, vem sentido que o andar da economia do Sul do Estado não está compatível com outras regiões, ou seja, estamos ficando para trás. Várias iniciativas da Associação Comercial e Industrial de Criciúma, ao buscar trazer informações macro e microeconômicas para o debate da sociedade, trazem números preocupantes.
Precisamos tomar a dianteira no processo de reverter esse quadro. Tivemos um pacote de obras de infraestrutura concluído e vemos vários agentes buscarem alternativas econômicas para alavancar seus negócios, mas não vemos uma ação integrada de Governo. Com cada agente econômico e público buscando resolver o desenvolvimento econômico, gastaremos muito mais energia e tempo para darmos o salto necessário para o futuro.
O Fórum das Entidades de Criciúma (Forcri), composto pela Associação Comercial e Industrial de Criciúma (ACIC), Clube dos Diretores Lojistas (CDL), Rotary Clube, Lions Clube e Sociedade Maçônica Regional Sul (SomarSul), que tem por objetivo, de forma voluntária, discutir e propor ações visando o bem-estar e o crescimento da cidade de Criciúma, entendeu ser necessário buscar a elaboração de um planejamento de longo prazo para nossa cidade.
Como Criciúma é a cidade polo do Sul de Santa Catarina, uma região que abrange cerca de 500 mil pessoas e uma das de menor desenvolvimento econômico e social do Estado, concluímos que será necessário um Plano de Desenvolvimento para o Sul de Santa Catarina que contemple um horizonte até 2040.
É papel do Governo do Estado planejar e criar políticas públicas estruturantes para o desenvolvimento das regiões, em especial priorizando as mais pobres. Entendemos que o Plano de Desenvolvimento do Sul do Estado, que é uma das seis mesorregiões do Estado de Santa Catarina, é um plano de Estado e não de governo e deverá ser conduzido pelo Governo de Santa Catarina. Deve ser elaborado por meio da avaliação de Megatendências e de Potencial Latente, definindo cadeias de valor e o potencial de realização, estruturando o crescimento ordenado e orgânico do sul-catarinense.
Acreditamos que AMREC, AMUREL e AMESC devem estar juntas ao Forcri no interesse público de buscar um efetivo planejamento de longo prazo a ser executado pelo Governo do Estado e que, assim, seja executado o Plano e que suas metas e ações sejam acompanhadas pela sociedade sul-catarinense.

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