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OPINIÃO

O desafio da revolução educacional

11/08/2018 06:00
Fernando Luiz Zancan - Diretor Executivo da SATC

Como responsáveis pela educação, nós temos que preparar nossos estudantes para o mundo que está em mudança exponencial. O mundo do mercado de trabalho precisará de profissionais que atendam a revolução industrial 4.0. Não será uma tarefa fácil para a educação acompanhar essas mudanças, mas como primeiro passo devemos ter a mente aberta. O atual modelo educacional está fadado a sucumbir. O que sabemos é que aqueles que se preparam para movimentos disruptivos têm uma imensa oportunidade para crescer. O ensino deve assegurar que o talento de uma comunidade diversa, global, tenha acesso as oportunidades da nova economia. A revolução digital não só já é um fato em nossas vidas como também acelera a cada minuto. Avanços na automação, a digitalização da informação, a manipulação da informação e a democratização do conhecimento sem precedentes afetam desde a saúde, o transporte, a energia e o nosso cotidiano como um todo. O escopo, a escala e a ubiquidade destas disrupções é sem precedentes.
Segundo um recente estudo da consultoria McKinsey, uma dúzia de tecnologias (internet móvel, internet das coisas, automação do trabalho do conhecimento, tecnologia de nuvem, robótica avançada, próxima geração dos genomas, estocagem de energia, automatização e eletrificação veicular) deverão ser os principais propulsores da transformação da economia e da sociedade nos próximos anos, com um potencial de impacto econômico de 14 a 33 trilhões de dólares por ano em 2025, o que equivale a um terço do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. Para enfrentar esse mundo o ensino deve se adaptar. Ao mesmo tempo que tem que continuar educando as próximas gerações devemos cultivar novas formas de conhecimento, abraçando o papel da inovação e catalizando o desenvolvimento econômico. Devemos encarar o mundo digital criando ecossistemas de inovação. Como as descobertas aceleram e a competição global se intensifica rapidamente, o ensino deve abraçar o empreendedorismo como parte integrante do seu currículo, criando cultura de pensamento inovativo.
Não importa o que se estude, o jovem vem em busca de fazer a diferença na sociedade via startups, empreendedorismo social, a outras formas de criação. Como exemplo dessa mudança na Universidade Carnegie Mellon, entre 2011 e 2016 a faculdade e os estudantes iniciaram 173 novas companhias alavancando mais de $ 1 bilhão de investimentos, sendo que cerca de 74% permaneceram no estado da Pensilvânia/USA. A SATC, atenta a esse movimento global, está aplicando ações que vão ao encontro do mundo 4.0. O ensino de inglês inovador para todos os alunos, a mudança de currículo incorporando o ensino digital desde o ensino infantil, aplicação de metodologias ativas no ensino, estruturação de ambientes para inovação e a parceria com empresas no desenvolvimento de produtos e processos são o início dessa caminhada. A SATC 2030 está em curso para colaborar com o Sul de Santa Catarina no caminho do desenvolvimento e na inserção global.

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