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OPINIÃO

O CTCL – Mantida pelo setor carbonífero- parte 3

17/04/2019 06:00
Ruy Hulse - Presidente de Honra do SIECESC

Decorridos cerca de três, de trabalho na área social, desenvolvido pelas pequenas Irmãs da Divina Providência, os mineradores sentiram a necessidade de qualificar a mão de obra, destinada a atividade minerária.
Por outro lado a “Escola Técnica Industrial General Oswaldo Pinto da Veiga” fundada e mantida pela SATC, voltou-se à formação e educação dos filhos mineiros, especialmente dos mais necessitados.
A Escola Técnica passou a ser dirigida pelas Irmãs Maristas, ministrando educação profissional, moral, cívica, religiosa e social.
Para ampliar o ensino na área profissional, notadamente mecânica e elétrica, a Escola celebrou contrato com o SENAI.
A SATC mantida pelas mineradoras, por via de consequência, a escola Técnica General Oswaldo Pinto da Veiga, foram envolvidas por forte crise, decorrente da crise que, em 1988 atingiu o Setor Carbonífero.
Lembremo-nos que em função das crises do petróleo de 1972/1975 o Governo criou a CAEEB (Cia Auxiliar das Empresas de Energia Elétrica do Brasil), com a finalidade de comercializar os carvões CE4500/5200 e o metalúrgico obtidos no beneficiamento do carvão CPL (Carvão Pré Lavado) fornecido pelas mineradoras.
Foi celebrado contrato com a CAEEB, com as mineradoras e com as Siderúrgicas. O processo de comercialização dos carvões energéticos com a Eletrosul e Terceiros e o segundo de comercialização do carvão metalúrgico, com as siderurgias
Em fins de 1988 o CNP (Conselho Nacional do Petróleo) a quem cabia controlar e normatizar o abastecimento de combustível, determinou que a CAEEB transferisse o contrato de comercialização de CE4500 com os mineradores, fosse celebrado diretamente com a Eletrosul e que as siderúrgicas comercializassem com os mineradores o carvão metalúrgico produzido no Lavador de Capivari.
Transcorreu onze meses para que o contrato de comercialização de carvão CE4500 com a Eletrosul fosse celebrado, este fato fez com que os mineradores, ficassem sem o mercado da Eletrosul, uma vez que, o CAEEB continuou a comercializar com a Eletrosul o carvão CE 4500 que mantinha em estoque, carvão este comercializado pelo contrato que mantinha com as mineradoras.
Estava assim instalada a maior crise do setor carbonífero com serias consequências para a SATC e a Escola General Oswaldo Pinto da Veiga.
Voltaremos oportunamente ao assunto.

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