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OPINIÃO

Henrique Lage – um visionário na luta em defesa do nosso carvão

10/03/2018 06:00
Ruy Hulse - Presidente de Honra do SIECESC

Henrique Lage, filho mais velho de Antonio Lage, dono da firma Antonio Lage e Irmãos, tradicional importadora de carvão da Inglaterra.
Henrique Lage nasceu no Rio de Janeiro em 1881, falecendo em 1941; engenheiro formado na Suíça, sendo sua primeira atividade profissional nos estaleiros de construção naval da Inglaterra.
Com o falecimento de seu pai Antonio, assumiu o controle dos negócios da família.
Voltado para o desenvolvimento adquiriu a CBCA que fora fundada em 1917 pelo engenheiro Paulo de Frontin e fundou a Cia Nacional de Mineração do Barro Branco em 1922.
Expandiu a Cia. Nacional de Navegação Costeira que, com navios de carga e passageiros, ligava os portos da costa brasileira até Belém do Pará.
Arrendou em 1918 a Estrada de Ferro Dona Tereza Cristina e em seguida o Porto de Imbituba.
Henrique Lage implantou uma verdadeira cadeia de valores, fundamentada no nosso carvão, além de produzi-lo, o transportava por via ferroviária e marítima , abastecendo seus navios e suprindo de combustível a ferrovia Central do Brasil e Dona Leopoldina.
Foi casado com Gabriela Besanzoni Lage, soprano italiana para quem construiu um castelo em Lauro Muller, para que ela e suas amigas passassem o verão.
Foi grande amigo do Presidente Getúlio Vargas, sendo o único civil a receber das mãos de um Presidente a espada de cadete, com fato na galeria dos cadetes militares expostos na Escola Militar de Agulhas Negras em Resende, no estado do Rio de Janeiro.
Por outro lado é bom ressaltar que, nem tudo era um mar de rosas para o nosso carvão, nos meados de 1920.
Havia aqueles que o combatiam sob alegação de ser de baixa qualidade para a geração de vapor.
Dentre os que mais combatiam o carvão nacional, destacava-se o jornalista Assis Chateaubriand, que nas colunas do jornal Manhã, criticava o presidente da República Wesceslau Brás por ter concedido vários incentivos ao nosso carvão.
Henrique Lage tendo ao lado os engenheiros Gastão de Azevedo Villela e Botelho Junqueira, da Carbonifera Urussanga, criticaram veemente a posição auto- patriótica de Assis Chateaubriand.
Henrique Lage, para demonstrar a eficiência do nosso carvão, no uso da navegação, adquiriu a marinha britânica o destroier Propoise e com o mesmo realizou uma viagem de Florianópolis ao Rio de Janeiro, em 26 horas, utilizando nosso carvão. Foi seu companheiro de viagem o Deputado Federal Celso Bayma, seu aliado na luta pelo nosso carvão.
Voltaremos oportunamente ao assunto.

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