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OPINIÃO

Getúlio Vargas a Revolução de 1930 e o impulso dado ao Carvão nacional (1ª parte)

12/04/2018 06:00
Ruy Hulse - Presidente de Honra do SIECESC

Getúlio Vargas assumiu o poder em 3 de novembro de 1930, apoiado pelas Forças Armadas, através de um golpe de estado, depondo o Presidente Washington Luiz que foi exilado nos Estados Unidos e posteriormente na Europa.
O movimento revolucionário de 1930, encabeçado pela Aliança Liberal, era composto por forças políticas a mais heterogênea, inclusive com grande parcela de integrantes do movimento tenentista de 1922, pondo fim a “República Velha” denominada pelas oligarquias ruralistas.
Getúlio assumiu o poder instalando um governo provisório, prometendo modernizar o país, moralizar a política, revogou a Constituição de 1891 e prometeu uma nova Constituição.
O governo de Getúlio Vargas, desde o início, já caracterizava como nacionalista, concentrador e populista. A sua faze nacionalista, valorizando as riquezas nacionais, revelou-se com o apoio do governo ao carvão nacional.
Editando o Decreto nº 20089 de junho de 1931, tornou obrigatório o uso de 10% do carvão nacional sobre o importado, passando para 20% em 1941 e 40% em 1952.
Uma das promessas de Getúlio, era convocar uma Assembleia Nacional para editar uma nova Constituição, em substituição a Constituição de 1891 que havia sido revogada. A promessa vinha sendo constantemente protelada. Esta a causa principal, da Revolução Constitucionalista de 1932.
A Revolução Constitucionalista de 1932 foi liderada por São Paulo, sem praticamente o apoio de outros estados. A indicação do tenentista de 1922, o pernambucano João Alberto para interventor de São Paulo, causou descontentamento entre diversas correntes políticas do estado, contribuindo para precipitar a revolução.
A Revolução Constitucionalista eclodiu em 09 de julho de 1932, pregava a deposição do Governo provisório chefiado por Getúlio Vargas, e a edição de uma Constituição, democrática, liberal, voltada para a justiça e o bem estar econômico e social do povo brasileiro.
A Revolução de 32 mobilizou toda a população paulista, sendo comandada pelos Generais Bertoldo Klinger, Isidoro Dias Lopes e pelo Cel. Euclides de Oliveira Figueiredo (pai do ex-presidente João Figueiredo). Se estendeu por três meses, sendo debelada pelas forças governistas, com muitas perdas humanas de lado a lado.
O fato foi coroado por heroísmo pelos revolucionários paulistas, sendo que 9 de julho passou a ser feriado em São Paulo, homenageando a bravura do povo paulista.
Voltaremos oportunamente ao assunto.

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