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OPINIÃO

Desafios do candidato a qualquer tempo!

17/05/2017 06:00
Prof. MSc. Pedro Paulo de Miranda Presidente da Academia Criciumense de Filosofia (ACF) - Biênio 2016/17

O candidato antes de perguntar aos eleitores, "o que deveser feito", inicialmente, precisa ser o agente de resposta, ou seja, do que fazer e como fazer, pois escolhido fora pelas ideias que se movimenta, implementa e pelo "tato" que possui para identificar necessidades, bem como, a habilidade/criatividade para supri-las.  São os sabores e os dissabores da vida política, tendo em vista, quando exitosa a sua conquista, pouco gestará a partir de proposições originadas da estratégia, "diga o que você quer". Considerando que as proposições são oriundas de necessidades diversasecontêm pensamentos convergentes e divergentes com relação à gestão que se pretende, já que"ideias não são metais que se fundem", afirma o "surrado" dito.  A estratégia é válida, pelo efeito marketing, visando passar para o eleitor, o caráter empático do candidato, tão somente, portanto, é o exercício da "Pós Verdade", isto é, apelar à emoção e a crença pessoal dos envolvidos na dinâmica de que são copartícipes de um projeto.  Faz lembrar, inclusive, o modelo clássico de exercício da democracia grega, onde na praça pública, o cidadão livre apresentava o seu pleito. Por outro lado, em tempos atuais, o que se observa, respectivamente, na literatura, história e existência é de que, "mesmo o mais prático dos homens [...] normalmente é escravo das concepções de algum pensador há muito morto" (Keynes). Evidenciando que, o candidato está assentado em ideias e ideal próprio ou de grupos, podendo ser uma delas, a possibilidade de oportunizar ao outro o método "diga o quer que seja feito", mas é a pressuposição que conduz a pessoa tomar determinada decisão e aplicá-la. Pressuposto populista, mas pressuposto. Guardando as proporções, recentemente, na eleição presidencial francesa disputaram proposições diametralmente opostas, contudo, debatepreciso e objetivo. De um lado, o "off" francês, representado por Le Pen e de outro,o "En Marche", representado por Macron, que evidenciava a ideia de um novo movimento político, com proposição centrista liberal, pró-mercado e forte defensor da União Europeia. Como é conhecido, venceu pela apresentação e defesa de suas percepções, igualmente verdade, outra candidata foi derrotada pelas visões que defendia. Portanto, reafirmamos quem se autoriza candidatar-se deve deixar patente "a que veio", pois que colocado à frente de um determinado cenário politico, fora posto como liderança que possui o "feeling", capacidade paraidentificar as necessidades e as oportunidades para exitosa gestão. O movimento inverso, ou seja, "fale que eu faço", sugere inabilidade e pouca destreza com aquilo que se almeja gerir. Líder não silencia, liderança marca posição, norteia caminhos e conhece oportunidades, pois garantidamente possui o "checklist"! O caminho inverso, semelhante àquele que costura a "colcha de retalhos" é temerário, porque frustrará aqueles que acreditarame validaramos seus votos, na perspectiva de "casa arrumada". Por fim, será mais que necessário o "malabarismo" político do candidato/gestor, que ao contrario de apresentar o novo, perpetuará o velho e torpe modelo de fazer o mesmo. É necessário coragem, sobretudo integridade intelectual para registrar o que se pretende implementar. É o desafio!

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