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OPINIÃO

Dependência tecnológica: novos tempos, novas preocupações!

14/01/2019 06:00
ANELISE DALTOE BORGES - CRP 12/01235 - Voluntária da Ceres Associação Criciumense de Apoio a Saúde Mental.

A dependência tecnológica caracteriza-se principalmente por uma preocupação excessiva ou descontrolada em relação a internet e que esteja trazendo comprometimento ou sofrimento em relação as atividades sociais e de trabalho/estudo de uma pessoa.
Hoje o diagnóstico não é baseado apenas no tempo de uso, mas sim no grau de prejuízo causado a pessoa e sua vida.
Em alguns países como Japão e China já reconhecem esta dependência como problema de saúde pública. Nestes países o acesso à internet é fácil e rápido. Clinicas já tratam pessoas com atendimento especifico para a dependência tecnológica e o mais sério é que cientistas já descobriram que áreas afetadas do cérebro de um dependente tecnológico são as mesmas de um dependente químico. 
Segundo estudos nestes países adolescentes e adultos jovens são os mais vulneráveis e as classes média e alta tem a maior prevalência por ter facilidade no acesso.
Estas questões trazem para os profissionais da área da saúde muita preocupação e um alerta pois, no Brasil ainda sem uma internet rápido e acessível a todos, alguns casos já chegam em consultório.
Pais e educadores podem ficar atentos e perceber como seus filhos ou alunos ficam quando estão sem conexão. Ansiedade, angustia, irritação ou impaciência são alguns dos sintomas descritos por dependentes.
Uma pessoa que trabalha em um computador nãos é considerado um dependente tecnológico, já que faz uso em seu trabalho. A grande questão é que grau de prejuízo uma pessoa tem em sua vida, trabalho e vida social pelo uso da internet.
Novos tempos e novos desafios para buscarmos um equilíbrio neste instrumento que revolucionou nossa vida e que veio para ficar.
Equilíbrio esta talvez seja a palavra para estarmos saudáveis e conectados ao mundo.
 

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