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OPINIÃO

Como fazer das brigas algo construtivo

17/04/2017 06:00
Patrícia M. Spido - Psicóloga CRP-12/10.220 Membro da CERES - Associação Criciumense de Apoio a Saúde Mental.

Você já observou como as relações entre as pessoas são complexas? Sejam relações de amizade, familiares ou de casal, escutamos, muitas vezes, histórias que falam de dificuldades, brigas e desentendimentos. Mas também fala-se em amor, companhia, troca de afeto, cumplicidade, aprendizagem. Somos seres em relação e todos precisamos de pessoas para viver melhor.
Dentre as diferentes relações, pode-mos dizer que a de casal traz "pano pra manga" para qualquer conversa e análise. Nessa relação, briguinhas ou desentendimentos vão acontecer! Tanto que existe um ditado popular bastante utilizado: "em briga de ma-rido e mulher, ninguém mete a co-lher". Assim, essa situação precisa ser vivenciada e resolvida pelos próprios envolvidos, podendo ser uma oportunidade de aprendizagem, desenvolvimento e aprimoramento.
No livro "O Casal Nosso de Cada Dia", Solange Rosset afirma que as brigas "são uma forma de se fazer conhecer, de mostrar suas características e seu potencial para o parceiro, de lutar para manter sua priva-cidade, seu espaço e sua individua-lidade".
As brigas e desentendimentos podem ser construtivas ou não para o casal. Isso vai depender da maneira como cada um vai estar disponível para se enxergar e mudar seu jeito de brigar, assim como o que pode fazer para ajudar o parceiro nessa aprendizagem. Compreensão, acei-tação e paciência são ingredientes imprescindíveis nesse processo.
Acho muito importante que o casal utilize a briga como algo cons-trutivo. Para isso, Solange Rosset acredita que "os parceiros precisam aprender a expressar a raiva sem atacar, destrutivamente, a união; não aplicar "golpes baixos"; não insultar; não desenterrar problemas antigos; não despejar sobre o compa-nheiro queixas e frustrações acumuladas; expressar sentimentos, não acusações; fazer apenas crítica construtivas; ouvir e reconhecer o que o parceiro acabou de dizer, em vez de argumentar logo em contrário."
Assim, seria interessante que, depois de um tempo após a briga, cada um dos parceiros pudesse "digerir" o que aconteceu, conversando com o outro e compreendendo a sua parte. Dessa maneira, conhece-se melhor a si mesmo e ao outro, assim como percebe-se o que pode ser feito quando ocorrer outra briga e prevenir que ela se torne um problema.

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