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OPINIÃO

Como evitar inadimplência com vendas de fim do ano!

28/10/2017 06:00
Carla Graziela Porto - colaboradora do escritório Giovani Duarte Oliveira, Graduada em Processos Gerenciais e graduanda em Direito.

Com a chegada do final de ano, as pessoas estão com dinheiro a mais que o habitual no bolso, devido ao recebimento do 13° salários e alguns ainda das férias. Com o período de festas também vem a intenção de comprar, muitos acabam sendo influenciados pelas condições de compra em parcelamento e em varias condições facilitadas, onde terminam gastando mais do que podem.
A falta de cuidado na análise sobre a capacidade de pagamento do comprador, ou seja, se ele terá condições para saldar a dívida que esta contraindo, pode ser prejudicial para a saúde da empresa caso não seja feita com rigor.
Nem sempre todas as pessoas que compram a prazo irão conseguir arcar com as diversas compras que realizaram, ou até mesmo já efetuam a compra com a má intenção no pagamento. Neste momento o comerciante deve estar atento a alguns fatores.
Um bom volume de vendas é algo que agrada o empreendedor e, em certos casos, tem um poder quase anestésico, desviando a atenção de um fator primordial: a qualidade das vendas.
O que necessita de atenção especial são as vendas realizadas em modalidades de fornecimentos de créditos próprias, conhecido como crediários. Os vendedores das próprias lojas fazem de tudo para realizar a venda, independente da modalidade que seja, por assim, em algumas oportunidades podem facilitar ao máximo a aprovação do crédito para o cliente poder realizar a compra que deseja.
Para evitar que inadimplências sejam altas e consideráveis a uma empresa, o importante e seguir dicas para reduzi-las:
1 - Analise o crédito: faça uma análise de crédito do cliente junto aos órgãos de proteção ao crédito como o SPC, Serasa, associação empresarial ou até mesmo na internet. O suposto comprador terá consciência que estará sujeito a consultas quando faz compra a prazo, portanto, não causará mal estar.
2 – Limite de crédito de acordo com o relacionamento: não ofereça ao novo cliente um limite de crédito muito alto logo na primeira compra, aumente na medida em que o relacionamento comercial vai se concretizando e o mesmo que vai quitando as parcelas em aberto.
3 - Nota fiscal necessária: não venda sem nota fiscal. Além de ser um procedimento comercial ilegal, deixa o credor impossibilitado, de futuramente acionar o comprador por vias extrajudiciais e judiciais.
4 – Exija Referências Pessoas e Comerciais: solicite referências comerciais, bancárias e pessoais, mas tome muito cuidado, as referências comerciais e pessoais podem ser “combinadas”, ou seja, instruídas referentes o que se deve falar se possível solicite vários contatos que conhecem o comprador.
5 – Venda no cartão: apesar do custo financeiro, na dúvida, prefira o cartão de crédito ou débito como forma de pagamento. Assim, se o cliente ficar inadimplente, a dívida será com a administradora do cartão.
6 - Faça contrato: para volumes mais expressivos ou com duvida da intenção do comprador, não hesite em firmar um contrato e pedir algum tipo de garantia e aval de terceiros, suposto a analise o crédito.
7 – Pesquise o Histórico: se o cliente for pessoa jurídica, se possível, tente se inteirar o seu negócio do mesmo, que segmento o mesmo atua e como esta sua empresa no mercado. Essa informação será de muita utilidade para identificar padrões de consumo e melhorar vendas futuras.
8 - Se for arriscado, não venda: nenhuma empresa se sente satisfeita em perder uma venda, mas, apesar do impulso natural ser contrário a isso, às vezes, o “não vender” representa um ganho financeiro que sempre deve ser considerado. Se se deparou com um cliente duvidoso, não venda...
Às vezes, é melhor não vender do que ter prejuízo.

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