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OPINIÃO

Com a cara e a coragem

10/02/2018 10:00
Fabiano Dadam - Presidente do Sindicato dos Fiscais da Fazenda do Estado de Santa Catarina

Em oito meses, no dia 7 de outubro, estaremos novamente em frente à urna eletrônica para escolher quem vai ocupar os cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. Se votar é uma responsabilidade enorme, participar de uma eleição é um gesto ainda maior. Mas não há forma mais efetiva de participar dos rumos da nossa sociedade do que nos envolvendo politicamente.
A política existe para compatibilizar interesses sobre o que é público e só será exercida em sua plenitude quando tiver participação popular. Como está hoje, o cenário político só desperta descrédito. São tantos escândalos, que não damos conta de absorver um, já ficamos sabendo de outro.
É comum ouvirmos que a culpa é do povo, que não sabe votar. Em parte, pode ser que sim. Mas convenhamos que nem sempre encontramos boas opções. Isso acontece porque a maioria das pessoas não cogita colocar seu nome à disposição da sociedade. Participar de uma eleição significa colocar a cara a tapa, colocar seu passado à prova, empenhar sua palavra em função de interesses coletivos.
Por mais que muitos de nós exerçamos a cidadania em conselhos comunitários, associações e sindicatos, essa atuação é restrita em comparação ao que podemos fazer enquanto representantes políticos. Quem quer ser agente da mudança precisa ir além, sair da zona de conforto e derrubar as barreiras em relação à política. Faz tempo que não adianta reclamar. A política não vai mudar se os políticos forem os mesmos.
Ética, transparência, responsabilidade e trabalho devem ser os pilares de um representante da sociedade. Os que tiveram mais oportunidades na vida devem contribuir para a construção de políticas públicas mais justas para ajudar aqueles que não tiveram as mesmas chances.
Ser um agente político exige desapego e sacrifícios, mas se queremos serviços públicos de qualidade, previdência justa, menos burocracia, devemos participar dessa construção. Pensar a coisa pública de um jeito diferente, deixar as marcas dos valores que defendemos e mostrar que a política deve erguer pontes, não muros. Mudar os rumos depende de nós.

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