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OPINIÃO

Brasil e sua contraditória apologia à comunidade LGBT

15/12/2017 06:00
Samanta Souza Realino - oitavo ano da escola EMEIEF José Rosso

De acordo com a reportagem publicada no dia 19 de julho de 2016, no site G1.com, a cada 28 horas um homossexual morre de forma violenta no Brasil. A reportagem também diz que em 2015 o disque 100 recebeu mais de 2 mil denúncias de agressões contra homossexuais. O motivo? Ódio. O simples ódio do diferente, mesmo que essa diferença não interfira em suas vidas. O modo como as pessoas se relacionam não interfere em sua vida, não interfere no seu relacionamento e não vai fazer de você um homossexual também.
Muitas pessoas insistem na ideia de que ser homossexual é ser pecador, muitas vezes justificando seu pensamento na Bíblia. Se formos analisar, ser um criminoso também é ser pecador, pois ele está ferindo, roubando, matando, sem dizer naqueles que saem impunes. Agora, o fato de uma pessoa sentir-se pertencer a outro gênero, seja ele homossexual, transgênero, travesti, lésbica, não faz dela uma pessoa diferente. A vida é dela, cada um segue o que bem entende, e ninguém tem o direito de julgar ou agredir ninguém.
O Brasil é um tanto contraditório quanto à homossexualidade. São Paulo é a cidade onde acontece a maior parada LGBT e o país foi um dos primeiros a permitir a adoção para casais do mesmo sexo. Ao mesmo tempo em que medidas são tomadas para aceitar a comunidade LGBT, ainda assim a homofobia é crescente.
Uma boa parte dos ataques de ódio contra os gays são feitos por pessoas machistas, aquelas que afirmam existir apenas dois gêneros, masculino e feminino, e que seu modo de amar deveria ser abominado. Outra parte é feita por religiosos, que seguem suas crenças ao pé da letra, crenças essas que proíbem um homem de se relacionar com outro homem, ou uma mulher de se relacionar com outra mulher.
O site também afirma que o Brasil lidera o ranking mundial de morte de membros LGBT. Existem pesquisas, como, por exemplo, a do Grupo Gay da Bahia, que afirma que todos os dias um homossexual ou transgênero morre no Brasil.
Nosso país poderia ser líder em educação, em segurança, em infra-estrutura, mas somos líderes em mortes, e por quê? Porque há pessoas mais interessadas em usar e abusar do ódio, do que usar e abusar do bom senso.

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