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OPINIÃO

Alienação parental - aspectos psicológicos

06/11/2017 06:00
Cecília Urbina - é Psicóloga -CRP/120957 - Membro fundadora da CERES - Associação Criciumense de Apoio à Saúde Mental

O termo “alienação parental” foi criado pelo psiquiatra Richard Gardner, nos Estados Unidos, na década de 1990. Ele observou que em alguns divórcios, que passou a chamar de divórcios destrutivos, a separação resultava no fato de que o pai que não tem a custódia, manipulava os filhos, consciente ou inconscientemente, para que os mesmos renegassem o “outro pai” que mantém a custódia.
Nessa época foi descoberta a denominada “síndrome de alienação parental”, consequente do aparecimento de muitas denúncias falsas de maus tratos e de abuso sexual em crianças, nos Estados Unidos, sendo utilizadas como mais um elemento na guerra dos pais separados.
Além da alienação parental, os pais cometem outros erros comuns, tais como: as mães usar os filhos como ferramentas para conseguir mais dinheiro; os pais não respeitar os dias e horários de visita ajustados anteriormente, deixando os filhos muito frustrados; ambos usar o filho como correio de mensagens para o outro, ou conversar e discutir assuntos problemáticos e fazerem comentários depreciativos ou críticas do outro pai ou mãe.
gggentre os pais, estes podem cometer o erro de mostrar aos filhos que em alguns momentos seguem sendo uma família intacta. Para se evitar isso, não deve-se manter rotinas juntos, como se continuassem casados, porque isso dificulta aos filhos compreender que seus pais já se separaram e evita reforçar falsas expectativas a eles criadas, de que seus pais podem voltar a se casar.
A melhor maneira de “blindar” os filhos buscando reduzir danos aos mesmos é constituir a guarda compartilhada, solução esta que pode ser criada entre os pais de forma uniforme ou com o auxílio do Judiciário, onde se define que ambos devem criar os filhos de forma atuante, com a mesma participação.
Definida a guarda do filho, recomenda-se aos pais que para ajudar os filhos, não devem envolver-los nos conflitos do casal separado. Para isso deve-se evitar criticar o outro; não brigar ao estarem juntos, muito menos querer que o filho seja um aliado contra o outro pai. Recomenda-se agir como pessoas adultas e maduras, tratando-se de forma cordial,  ainda que isto gere conflitos internos pessoais, porque você estará contribuindo com o bem estar de seu filho, o qual tem todo o direito de ser feliz.

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