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OPINIÃO

Ainda o nosso Carvão no Segundo Império de 1840 a 1889

20/04/2017 06:00
Ruy Hülse - Presidente de Honra do SIECESC

Com o retorno de Dom Pedro I para Portugal, em 07 de abril de 1831, após abdicar do trono brasileiro, foi designado seu sucessor o Príncipe D. Pedro, com apenas 5 anos de idade, posteriormente coroado Dom Pedro II, tendo casado com a Princesa D. Tereza de Bourbon.
Com a minoridade de D. Pedro, o Brasil passou a ser governado pelo sistema regencial.
Foram três as regências, durante a minoridade de D. Pedro, a saber:
1) Regência Trina, de transição (1831 a 1835)
2) Regência Trina de Feijó (1835 a 1838)
3) Regência Trina de Araújo Lima (1838 a 1840)
Durante o período regencial de 1831 a 1840, e após o mesmo, surgiram muitos conflitos internos de natureza separatista.
O mais importante deles foi a Guerra de Farrapos, Revolução Farroupilha, de 1835 a 1845, tendo como líderes principais David Canabarro, Bento Gonçalves e Giuseppe Garibaldi, que resultou na criação da República Juliana, em 1839, com sede na cidade de Laguna.
Garibaldi juntou-se a Ana Maria (Anita) de Jesus Ribeiro, que se tornou heroína de dois mundos, lutando ao lado de Garibaldi pela unificação da Itália, sob a liderança de Vitório Emanuelle II, considerado pelos italianos como o "Pai da Pátria. "
A Guerra dos Farrapos teve desfecho com a vitória Militar Imperial, sendo assinado o tratado de paz em 1845, conhecido como "Tratado de Poncho Verde", localidade no interior do município gaúcho de Dom Pedrito.
Durante a terceira Regência, composta por liberais e conservadores, ante a pressão popular e o apoio dos liberais, foi declarada a Maioridade de D. Pedro, sendo aclamado Imperador do Brasil, como Dom Pedro II, com apenas quinze anos de idade.
Foi no início do Segundo Império que o carvão existente no sul da Província de Santa Catarina passou a ser pesquisado, mais intensamente, por vários naturalistas, dentre os quais o belga Dr. Jules Parigot.
Parigot organizou a Companhia Belo-Brasileira com o objetivo de explorar carvão na região de Minas, hoje Lauro Müller.
Os estudos e o projeto para a exploração do nosso carvão foram considerados insuficientes, para atender os interesses do Brasil, em face do parecer de uma comissão, designada pelo governo Imperial.
Voltaremos ao assunto, oportunamente.

 

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