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OPINIÃO

A transformação em nossas mãos

07/11/2018 06:00
Fernando Luiz Zancan - Presidente do Fórum de Criciúma (Forcri)

O mundo está se movendo em velocidade exponencial. O ritmo frenético da tecnologia está transformando tudo. As nossas narrativas estão sendo postas a prova e não temos nenhuma nova para substitui-las. Qual e como será o mundo em 2050 e 2100 com essa transformação exponencial? Tínhamos um modelo de produção, um modelo de educação, enfim, modelos que nos acompanharam desde a nossa infância, mas que hoje estão sendo postos a prova. Em 2007, não tínhamos a solução tecnológica de, com um dedo, resolvermos problemas complexos. Doze anos depois tudo está a um toque. Como vamos preparar as nossas crianças para um mundo que muda a cada segundo? Esse desafio da educação é fantástico.
Hoje temos o conhecimento em toque, com uma enorme quantidade de informação em tempo real. Isso é realidade no universo global, cheio de disparidades. No mundo desenvolvido esse cenário já é desafiador, imaginem nos países em desenvolvimento. Em nosso país, segundo o IBGE em 2015, temos 43,5% das pessoas entre sem instrução e fundamental incompletos. Em países desenvolvidos como o Japão, Canadá, EUA, entre 43 a 52% tem ensino superior. Como vamos ser competitivos em um mundo de transformação exponencial e com essa desvantagem educacional? Precisamos de uma revolução.
Todos precisam participar desse movimento. Os empresários catarinenses, via FIESC, criaram o Movimento Santa Catarina pela Educação, que nos últimos anos tem obtido resultados promissores e tem sido o exemplo para outras federações de indústria do Brasil. No âmbito municipal, a Associação Empresarial de Criciúma (ACIC), tem mobilizado a região carbonífera em prol da educação com iniciativas como o prêmio ACIC de matemática e o envolvimento dos empresários “adotando” escolas municipais, para contribuir com a gestão escolar.
No mundo exponencial a revolução educacional deverá ser feita nas séries iniciais, onde o papel do município é fundamental. Mas como o desafio é muito grande precisamos que toda a comunidade trabalhe em conjunto. O envolvimento dos líderes comunitários cobrando que os planos municipais de educação sejam efetivamente implantados e que a gestão escolar seja de excelência. Por outro lado, o papel da família é fundamental para dar condições e apoio as iniciativas do poder público na melhoria da Educação, se envolvendo nas Associações de Pais e Mestres.
O mutirão em prol da Educação é que fará a diferença. O Fórum de Criciúma (Forcri), ao olhar os números do IDEB de Criciúma e região, mostra-se preocupado com os resultados e coloca-se a disposição do município de Criciúma para colaborar para realizar essa revolução.
 

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