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OPINIÃO

A segurança e a política

10/04/2018 06:00
Eng. Fernando Luiz Zancan - Diretor Executivo da SATC e Presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral- ABCM

Demorou para os políticos partidários focarem na segurança pública. Vemos diariamente na imprensa o assunto da segurança ocupando cada vez mais espaço. O tema da segurança pública nas pesquisas de opinião aparece como um dos mais importantes e isso atrai a atenção dos políticos de plantão e dos aspirantes a cargos políticos. Na disputa presidencial candidatos ora em campanha trazem um discurso forte que pretende resolver o flagelo diário da violência e impunidade. Fala-se que no Brasil “falta autoridade a autoridade” e isso é terreno fértil para candidatos a pleitos eleitorais. 
Hoje discutimos a intervenção militar no Rio de Janeiro. Uma medida de autoridade, mas também eleitoral com certeza pois atende os anseios dos votos. A segurança pública é algo muito maior que simplesmente discursos na mídia. Precisamos reduzir as desigualdades e para isso é necessário desenvolvimento econômico para gerar recursos, emprego e renda e distribuir riqueza. A pessoa ocupada não tem tempo para coisas ruins.
A educação é um dos pilares para que haja crescimento econômico e distribuição de renda. Jovens com educação integral estarão ocupados em uma jornada virtuosa. Precisamos de processos de formação de cidadãos éticos e responsáveis com a sociedade. É necessário que todos saibam que o “crime não compensa”, ou seja, o custo do crime é maior que o benefício. Precisamos, como tudo, de uma boa gestão, integração das forças policiais, ação de inteligência, acolhimento dos ex-presidiários e sua ressocialização, planejamento com um plano de segurança com metas e uma gestão policial profissional unificando as polícias e outras medidas.
É fácil falar, mas são imensas as dificuldades em executar. O Governo Federal, cria ministério, anuncia dinheiro para os estados, faz intervenção, etc. São medidas importantes sim, sendo passos para uma longa caminhada, mas isso não basta. Não precisamos depender das ações do Governo Federal, podemos agir localmente. Silenciosamente, em Criciúma, a segurança pública vem avançando, resultados vêm aparecendo (ficamos em 2016 entre as 4 cidades com menor índice de homicídios em SC).
Voluntários da sociedade criciumense, sem pretensões político-partidárias, vem trabalhando para viabilizar ações que melhorem a segurança pública de nossa cidade. Projetos de ressocialização estão sendo implantados (Casa do Egresso), a implantação do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), a elaboração do Plano Municipal de Segurança e sua execução, a ocupação pública de bairros conflagrados (em execução) com a presença da P0olícia Militar, a implantação de 145 câmeras de vigilância e outras ações oriundas do poder público na área social completam a plêiade de atividades que, aos poucos, vão contribuindo para uma cidade mais segura.
A sociedade organizada, está dando o apoio as essas inciativas e cobrando do poder público que amplie os recursos humanos e financeiros para aparelhar as forças de segurança. Recursos públicos existem, basta termos bons projetos para que possamos solicitar o apoio aos nossos representantes públicos. Todos trabalhando para o bem comum fazem uma cidade mais justa e perfeita e melhor para se viver. Os discursos na mídia só servem para a política. Aos voluntários agradecemos.

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