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OPINIÃO

A Proclamação da República, a importância da ferrovia Dona Tereza Cristina e do nosso carvão, no novo regime

05/10/2017 06:00
Ruy Hülse - Presidente de Honra do SIECESC.

Após termos decorrido, em vários artigos, sobre a marcante viagem de Roberto Avé L´Alleman, pelas Províncias do Sul do Brasil, em 1855; iniciaremos a nos reportar, embora em linhas gerais, sobre a proclamação da República, os primórdios do novo regime; bem como o desempenho da ferrovia Dona Tereza Cristina e do nosso carvão na nova ordem política.
A proclamação da República deu-se em 15 de novembro de 1889, tendo a influência decisiva de forças políticas emanadas do espírito republicano, predominante em toda a América do Sul; da ação da maçonaria, irmanada ao positivismo de Augusto Comte; filosofia surgida na França no início do século XIX que proclamava o conhecimento científico como solução para os problemas da humanidade; e que, a partir de 1850, teve muitos adeptos no Brasil.
Lembremo-nos que os dizeres “Ordem e Progresso” constantes na bandeira nacional é lema positivista significando: “a Ordem por bem e o Progresso por fim”.
O advento da República, contou com uma sucessão de acontecimentos políticos e acrescido de três fatos importantes: a questão religiosa, a questão militar e a questão econômica, que contribuíram para a queda da monarquia.
Outrossim, registre-se que, em 1873, já havia sido instalada a Convenção de Itú e na cidade de São Paulo realizava-se o Primeiro Congresso do Partido Republicano; além de existirem mais de 270 clubes republicanos, com apoio da imprensa.
A Proclamação da República, a bem da verdade, deu-se de maneira incruenta, graças a honradez e a altivez do Imperador Dom Pedro II e de seus familiares que aceitaram pacificamente o novo regime.
O gabinete chefiado por Ouro Preto, do Partido Liberal, percebendo a gravidade da situação, tendo em conta as questões religiosa, militar e econômica, propôs uma série de reformas, na tentativa de preservar a monarquia, tais como: liberdade de culto, autonomia para as Províncias, mandato eletivo para os Senadores (os Senadores eram nomeados e vitalícios) e confiando aos militares a administração das respectivas pastas.
As propostas de Ouro Preto não foram aceitas pela maioria do Partido Conservador que detinha a maioria na Câmara dos Deputados.
Voltaremos oportunamente sobre o assunto

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