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OPINIÃO

A importância do Trabalho do Geólogo Israel Charles White para o desenvolvimento da indústria carbonífera

08/02/2018 06:00
Ruy Hulse - Presidente de Honra do SIECESC

Assim como a construção da ferrovia Dona Tereza Cristina, durante o Segundo Império; acabou por constituir-se num marco para o desenvolvimento da indústria carbonífera; os estudos de White, no início da República, no que tange ao conhecimento das nossas reservas carboníferas, tornou-se um indicativo para a industrialização do país.
O melhor conhecimento das nossas reservas carboníferas fez com que o nosso carvão usado, inicialmente, em forjas para a obtenção de ferramentas usadas na incipiente mineração e na agricultura de sobrevivência, despertasse o interesse em diversificar o seu uso.
Numa segunda etapa, após várias experiências com nosso carvão, utilizando-o pulverizado e em grelhas especiais, iniciou-se o seu aproveitamento em maior escala, na obtenção de vapor para movimentar locomotivas e navios.
Por outro lado durante esta segunda etapa, foi também marcada pelo uso do nosso carvão na geração de gás de baixo poder calorífico, destinado a iluminação pública e no consumo residencial na Capital da República, sendo a CEG – Companhia Estadual do Gás, responsável pela sua gaseificação e distribuição.
Não tardou para que o governo determinasse uma série de estudos, tanto nos Estados Unidos como na Europa, no sentido de obter a coqueificação do nosso carvão, com vista a sua utilização na siderurgia.
Dentre as várias iniciativas realizadas visando o amplo uso do nosso carvão destaca-se o “Primeiro Congresso Brasileiro de Carvão e Outros Combustíveis” realizado em 1922 na cidade do Rio de Janeiro.
Este Congresso reuniu importantes personalidades não só do Governo, mas também dos meios industriais e científicos.
Participaram deste Congresso, dentre outros, o Dr. José Pires do Rio, Ministro da Viação e Interino da Agricultura, Othon H. Leonardos, Eusébio de Oliveira, Silvio Fróes de Abreu, Domingos Fleury da Rocha, Euvaldo Lodi, Augusto Pestana, Gabriel Osório de Almeida, Senador Justo Chermont Deputado Federal Cincinato Braga,  Alberto Betim Paes Leme, Ernani Bittencourt Cotrin, Henrique Lage, Oscar Weinschenk, emanando deste Conclave várias recomendações.
Umas das reclamações mais importantes, foi a de se aprofundar os estudos referentes as nossas jazidas de carvão, através de um plano de sondagens, e estudos objetivando a sua utilização da siderurgia.
Sabia o governo e os industriais de então que, a utilização do nosso carvão na siderurgia, abriria o caminho para que o Brasil deixasse de ser um país de economia mercantilista para sua efetiva industrialização.
Voltaremos oportunamente ao assunto.

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