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OPINIÃO

A II Grande Guerra Mundial e sua influência na nossa atividade carbonífera

07/06/2018 06:00
Ruy Hulse – Presidente de Honra do SIECESC

A eclosão da II Grande Guerra Mundial, em 1939 a 1945, fez com que a situação de dificuldades em que se arrastava o carvão nacional se tornasse uma situação mais confortável.
A entrada do Brasil na II Grande Guerra Mundial não se deu de forma evidente, pois havia, por parte do Governo brasileiro, como o da Argentina de Domingos Peron, clara simpatia pelos chamados países do “Eixo”; composto da Alemanha, Itália e Japão, que se confrontavam com os países ditos “Aliados”, Inglaterra, França e Rússia.
A situação fez com que os Estados Unidos se pusessem ao lado dos “Aliados”, fornecendo-lhes grande quantidade de armamento.
Enquanto no “front” europeu a guerra recrudescia, a população brasileira exigia, nas praças públicas a entrada do Brasil, na guerra ao lado dos “Aliados”, tendo em vista que os alemães haviam afundado vários navios brasileiros de cabotagem, além de dificultar o recebimento de matéria prima para a nossa indústria, principalmente carvão metalúrgico para a Cia Siderúrgica Nacional (CSN).
É de se registrar também que autoridades governamentais brasileiras, se excedendo, perseguiram várias famílias tradicionais alemãs, residentes no Vale do Itajaí. Aqui mesmo, em Forquilhinha, a família Arns foi vítima da perseguição governamental, sob a falsa acusação de serem espiões nazistas.
A pressão popular no Brasil, acrescida da pressão diplomática dos Estados Unidos, fez com que o Brasil entrasse na Guerra ao lado dos “Aliados” em fevereiro de 1942.
Para que o Brasil tomasse uma posição mais efetiva em favor dos “Aliados”, esteve no Brasil o presidente dos Estados Unidos, Franklin Delano Roosevelt, que visitou, com Getúlio Vargas, a cidade de Natal e a Base Militar de Americana de Parnamirim; próxima aquela cidade capital do Rio Grande do Norte.
Durante a visita de Roosevelt, realizou-se a Conferência de Potegipe, ocorrida em 28 de janeiro de 1943; pela qual o Brasil se comprometeu a enviar uma Força Expedicionária Brasileira (FEB), para lutar na Europa, recebendo em contrapartida a garantia de recursos indispensáveis para a continuação da operação da Cia Siderúrgica Nacional (CSN).

Voltaremos oportunamente ao assunto.

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