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OPINIÃO

A Dinastia dos Bragança, o Visconde de Barbacena e o Carvão Mineral

13/04/2017 06:00
Ruy Hülse - Presidente de Honra do SIECESC

Com o retorno de Dom João VI a Portugal, em 1821, após 13 anos no Brasil, D. Pedro é nomeado Regente.
No Brasil, D. Pedro recebia constantes apelos para retornar à Portugal, por parte das Cortes Portuguesas, ou Soberano Congresso, que ameaçavam, inclusive, reduzir o seu poder como Regente, com o objetivo de que o Brasil continuasse colônia.
Enquanto acontecia o movimento para que Dom Pedro retornasse a Portugal, muitos intelectuais no Brasil trabalhavam pela nossa independência, dentre os quais o conselheiro de Dom Pedro, José Bonifácio de Andrade e Silva, considerado o Patriarca da Independência.
Após o Dia do Fico, em janeiro de 1822, Dom Pedro proclama a independência do Brasil em 07 de setembro daquele ano e é proclamado Imperador do Brasil, passando a chamar-se, então, D. Pedro I.
No Brasil, D. Pedro I enfrentou vários conflitos com as forças remanescentes portuguesas que permaneciam por aqui e eram contra a nossa independência.
Dois outros movimentos eclodiram no Brasil e que foram enfrentados por Dom Pedro I:
O primeiro deles, de caráter separatista e republicano, surgido em Pernambuco, que pretendia a independência do nordeste, chamado de Confederação do Equador, foi liderado por Frei Joaquim Rabelo, conhecido como Frei Caneca, fuzilado após o término do movimento.
O segundo foi a disputa entre Portugal e Espanha, pela Província Cisplatina, que, em um acordo celebrado, no Rio de Janeiro, deu origem a República Oriental do Uruguai, após uma derrota brasileira, frente as Repúblicas Unidas do Prata.
Apenas no segundo Império, após a maioridade de Dom Pedro II, que substituiu seu pai Dom Pedro I, no comando das terras brasileiras, no ano de 1861, ressurgiu o interesse na exploração do nosso carvão.
O Visconde de Barbacena, que tinha interesses na lavra do carvão e possuía boas relações na corte brasileira, conseguiu a implantação de uma ferrovia que ligava o Porto de Imbituba à localidade de Minas, hoje Lauro Muller, com 118 quilômetros de extensão, dando início, assim, a um ciclo vitorioso do carvão mineral, sobre o qual voltaremos a falar na próxima co-luna.

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