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OPINIÃO

A Criação da CSN – Cia Siderúrgica Nacional e o impulso dado ao carvão catarinense (2ª parte)

10/05/2018 06:00
Ruy Hulse - Presidente de Honra do SIECESC

Em vários artigos anteriores, versamos sobre uma sucessão de acontecimentos políticos que levaram Getúlio Vargas ao poder, pela Revolução de 1930; fato histórico que mudou o “statu quo” da política brasileira.
Lembremo-nos que, no Governo Artur Bernardes 1922-1926, já se propagava pela construção de três usinas Siderúrgicas, com capacidade cada uma de produzir 50 mil ton. de aço anualmente e que uma destas siderúrgicas seria construída na região carbonífera.
Estas três usinas, não sairiam do papel, não obstante o esforço do meio industrial tendo à frente Henrique Lage.
Somente em 1941, Getúlio Vargas criou efetivamente, pelo Decreto Lei nº 3302 de 30 de janeiro de 1941, a CSN – Cia Siderúrgica Nacional, uma usina de grande porte.
Os fatos que antecederam a criação da CSN foi a criação da Comissão Executiva do Plano Siderúrgico, tendo como presidente o Cel. Edmundo Macedo Soares, que tão logo assumiu dirigiu-se a Europa e aos Estados Unidos, buscando apoio financeiro e técnico para a construção de uma grande siderúrgica no Brasil.
Inicialmente Macedo Soares, na busca de recursos financeiros e técnicos, para implantar o empreendimento, entrou em contato, nos Estados Unidos, com a United States Steel, cujas conversações não evoluíram pelo fato da unidade da United States Steel da Finlândia ter sido bombardeada pela Alemanha.
Na Europa o contato pretendido com o Grupo Krupp, não foi efetivado devido a Segunda Guerra Mundial ter sido deflagrada em 1939.
Restou a Macedo Soares buscar, através do governo americano, o apoio financeiro do Export and Import Bank.
Depois de um ano e meio nos Estados Unidos, com quatorze técnicos brasileiros e quarenta e oito americanos, Macedo Soares retornou ao Brasil, como Diretor Técnico da Cia Siderúrgica Nacional.
Nas negociações para a implantação da CSN, em plena Segunda Guerra Mundial de 1939 a 1945, evidentemente que compromissos foram assumidos pelo Brasil, já que o Brasil estava perfilado com os países aliados, contra o chamado “Eixo” composto por Alemanha, Itália e Japão de um lado e. de outro lado, Inglaterra, França e Rússia, que contavam com o apoio dos Estados Unidos, principalmente com fornecimento de armamento.
Voltaremos oportunamente ao assunto.

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