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OPINIÃO

A Criação da Cia Siderúrgica Nacional (CSN) e o impulso dado ao carvão catarinense (3ª parte)

17/05/2018 06:00
Ruy Hulse - Presidente de Honra do SIECESC

A criação da CSN pelo Decreto Lei 3302 de 1941 foi um feito histórico que marcou o início do desenvolvimento do Brasil e impulsionou o carvão catarinense, já que o carvão metalúrgico catarinense oriundo da Camada Barro Branco foi das fontes para a produção do coque siderúrgico, utilizado nos altos fornos para fusão do minério de ferro.
A CSN se constituiu, na época, uma das maiores siderúrgicas do mundo, com grande produção de aço e laminados.
A negociação para obtenção dos recursos financeiros e técnicos destinados à implantação de CSN foi efetivada com o Export and Import Bank, tendo à frente o governo americano estabelecido em Washington e o Governo brasileiro com uma equipe, tendo à frente o Cel. Edmundo Macedo Soares.
Como os Estados Unidos estavam envolvidos na Segunda Guerra Mundial, suprindo de material bélico as potências aliadas: Inglaterra, França e União Soviética; era extremamente necessário dispor de uma base militar territorial mais próxima da África e da Europa.
Esclareça-se também que vários submarinos e navios alemães patrulharam o Atlântico Sul, procurando evitar que os navios americanos chegassem aos portos da Inglaterra e França com  carregamento bélico.
Da necessidade imperiosa dos americanos de suprirem os aliados, entrou na negociação a cessão, por parte do Brasil, de uma base aeronaval dos Estados Unidos no Brasil.
O Brasil, por outro lado, tinha a necessidade premente de implantar a CSN E concordou com a exigência americana.
O local escolhido para a instalação da base foi próximo a Natal, capital do Rio Grande do Norte, na localidade denominada Parnamirim, que chegou a ter um contingente de dez mil homens,  quando Natal tinha pouco mais de 50,000 habitantes.
Voltaremos oportunamente ao assunto.

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