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ESPORTES

Madureira: eternizado nos gramados e nos livros

12/12/2015 11:31
Foto por Daniel Búrigo (Foto: Daniel Búrigo) Clique para Ampliar
Mateus Mastella

A bola pela esquerda, Carlos Roberto Ferreira, o Madureira, passou pelo Carlos Alberto, driblou Joel Camargo, deixou o goleiro Claudio na saudade e mandou uma bomba, Rildo, jogador de linha, tentou colocar a mão e não conseguiu, um verdadeiro golaço contra o Santos de Pelé. Uma bela jogada de tantas eternizadas nos gramados de futebol e agora, também, em 170 páginas do livro “Madureira, craque & guerreiro” de Josias Lacour, que leva a história do profissional.

“É uma gratidão, uma emoção que a gente só sente quando vê o livro, é inacreditável, quem sabe não vem uma segunda edição”, brinca o homem de 74 anos. Durante toda a manhã deste sábado, na Livraria Fátima, ele autografou o seu livro para diversos fãs e até alguns companheiros de jornada da época. Eugênio Apolinário, o Santinho, de 81 anos, era um meia direita habilidoso, foi companheiro de Madureira e fez questão de estar no local. Entre tantas partidas, disputas e trabalhos, ele lembra de um lance magistral do amigo. “Era contra o Guarani de Lages, a gente estava goleando por 5 a 0, se não me engano. Tinha uma falta a favor de nós, o juiz de costas e o Madureira cobrou para ele mesmo, foi lá e fez o gol”, lembra o amigo.

Quebrou a perna do amigo

O ex-diretor de futebol e comentarista de futebol, Millioli Neto, além de ser um conhecedor do ex-profissional, também está no livro. No prefácio, Millioli revela que ele não gostava de perder em nada e que era muito malandro dentro das quatro linhas. “Ele deu um soco na bola, que estava na mão do goleiro, o juiz Agomar Martins não viu e ainda validou o gol”, conta. O comentarista revela que o meia era intenso e não queria perder nem nos treinos, tanto que chegou a quebrar a perna do zagueiro José Gevegir Pena, o Zequinha, em uma jogada, apesar de serem grandes amigos. A amizade de ambos continua e Zequinha participou da sessão de autógrafos e lembrou da história.

“Eu toquei no meio das pernas dele e o ‘bixo’ veio com tudo. Fiquei 30 parados e todos os dias vinha me visitar, de remorso”, explica, aos risos. “Era uma pessoa excepcional ainda é, só tenho a agradecer ter conhecido ele”, reconhece Zequinha. Além de Atlético Operário e Metropol, em Santa Catarina, Madureira jogou também pelo Grêmio, Pelotas, Clube Atlético Ferroviário, Clube Atlético Paranaense, Água Verde Esporte Clube, Esporte Clube Pinheiros, Clube de Regatas Vasco da Gama, América Carioca, Portuguesa de Desportos, Sociedade Esportiva Palmeiras e XV de Novembro de Piracicaba.


Curiosidade
Atualmente com 74 anos, Carlos Roberto Ferreira nasceu no Rio de Janeiro e ganhou o apelido Madureira, porque teve um torneio com crianças e ele pediu para mãe dele comprar a camisa do Tricolor, do Fluminense. Todos os meninos vieram com a camisa do Fluminense e a mãe dele trouxe uma camisa tricolor, mas do Madureira, por isso o apelido.

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