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Pinduka

O ADEUS AO CAFÉ RIO

11/05/2017

Dia 6 de maio, neste sábado, o histórico e lendário CAFÉ RIO despediu-se de Criciúma. O mais antigo estabelecimento no Centro da cidade fechou de vez suas portas e o local vai dar lugar a uma loja de lingerie.
Foi palco de muitas decisões: comerciais, políticas, religiosas, esportivas, românticas e até sindicais.
ALGUNS CAUSOS: da sacada do casarão onde eu morava, naquele prédio da antiga Casa Londres, assisti a momentos memoráveis no Café Rio. Alguns eu pude presenciar.
1) muitos casais de namorados marcavam encontro por ali. Vários casamentos se deram a partir desses encontros.
2) quantos e quantos candidatos a governador, presidentes de República batiam o ponto no Café Rio. E alguns, após eleitos, voltavam ao local para matar a saudade.
3) o saudoso repórter policial PAULO DE LIMA fazia do local seu ponto de captação das notícias de crimes e acidentes. Entre um cafezinho e outro, sempre chegavam até ele recados da Rádio Difusora (DIFA), que ficava ao lado. Aí pegava um táxi e se mandava para o local das tragédias. Chegava primeiro que a nossa polícia.
4) o apresentador da REDE RECORD Celso Freitas, lá por volta de 1969, quando era estagiário de notícias na DIFA, batia ponto no Café Rio. Ficava ali tomando um cafezinho enquanto aguardava a hora de subir para dar as notícias de hora em hora.
5) o glorioso PALMEIRINHAS fazia do local ponto de encontro da rapaziada. Muitas reuniões foram feitas por ali. Em dia de jogos, se encontravam no local para embarcar no caminhão ou ônibus. Muitas concentrações de Carnavais foram feitas no Café Rio.
6) a minha saudosa nonna Botchi (Florença Bez-Batti Naspolini) cansou de ir comprar o bico da minha mamadeira por ali. É que eu mordia muito os bicos. A nonna aproveitava, já trazia uma garrafa de gasosa vazia e colocava o bico. Naquele tempo não tinha essas mamadeiras de hoje. Criativa a minha nonna, né!
QUASE CHOREI! Sábado à noite, enquanto me dirigia à Festa de São José, passei pelo CAFÉ RIO para dar meu último adeus. Quanta saudade do bar que frequentei na minha infância, adolescência e até hoje batia ponto no local. Enquanto o pessoal "limpava" o ambiente, carregando as geladeiras, móveis, fogões, mesas, cadeiras, bebidas e todos os utensílios, chorava a Dona Marta, o garçom Daniel Peixeiro (coitadinho, andou desmaiando e tivemos que dar água com açúcar para o menino) e os atendentes do balcão. QUE TRISTEZA!

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